Home











...



« Memória Empresarial • ANO XXVIII - Ed. 405 (09/01/2000)

A Reinvenção do Negócio

Mudar sempre foi difícil para qualquer empreendedor. Requer coragem, ousadia, além de implicar uma série de riscos diante do desafio do novo, do desconhecido, que pode ou não dar certo. Mas exige, acima de tudo, a capacidade de planejar as ações estratégicas necessárias ao rejuvenescimento de produtos e serviços. O mundo de hoje precisa de regras inéditas de produção e comercialização, ou seja, o que valia para o passado deve passar obrigatoriamente por reformulações de idéias e conceitos na busca de soluções que viabilizem a competitividade das empresas brasileiras. Inseridas no panorama da economia global, muitas delas não perceberam a sua inadequação aos tempos modernos, o encerramento do seu ciclo de vida em uma determinada atividade e a urgência de recomeçar da estaca zero, enquanto outras ainda podem e devem atualizar-se para acompanhar as tendências de um consumidor cada vez mais exigente. Em depoimento exclusivo, Pedro Ernesto Fabri, diretor da Flaumar Assessoria Empresarial - www.flaumar.com.br -, de Guarulhos, Grande São Paulo, alerta para a necessidade iminente de mudanças estruturais, que já deixaram de ser modismo para se transformar em realidade de mercado. E isso vale para todos, do pequeno ao grande, da indústria ao comércio.

POTENCIAL DE CONSUMO
"São poucas as empresas que perceberam a importância de mudar. Em termos percentuais, cerca de 30% já estão reagindo às novas demandas do mercado, enquanto a maioria ainda não soube enxergar que o seu produto caiu em desuso ou está defasado e vivem à espera das decisões do governo, dos sindicatos e dos seus líderes de segmento. Todos temos a responsabilidade de mudar, não podemos ficar apenas lamentando que aquilo que vem de fora é mais barato, por uma série de razões conjunturais, e sim encontrar soluções para sermos competitivos da mesma forma. A grande qualidade do brasileiro é a criatividade. Sempre conseguimos sair dos momentos de crise, usando a nossa capacidade criativa. Os Estados Unidos, a Europa e o resto do mundo estão com um farolete em cima de nós exatamente porque somos um grande mercado consumidor, só não temos dinheiro. No dia em que o poder aquisitivo da população melhorar um pouquinho, isso daqui vai ser uma máquina."

RESISTÊNCIA
"As pessoas que estão no comando da maioria das empresas, na faixa dos 45 anos de idade, estudaram e montaram seu negócio recebendo informações de uma forma ainda morosa, sem a agilidade da tecnologia. Chegaram a ser bem sucedidos, mas foi num contexto completamente diferente. Por isso, muitos desses empresários teimosamente não querem ver as mudanças, acham que é tudo passageiro, e não é. O grande diferencial hoje está nos serviços, no atendimento, no pós-venda, na garantia e não mais nos produtos, que já não apresentam tanta variação. O dirigente empresarial tem que encontrar nos seus recursos humanos, na relação interpessoal dos membros da sua equipe, a sua receita de produtividade. Tem que sair para o mercado e conhecer o que o seu concorrente está fazendo, o que está acontecendo no mundo, tem que pesquisar, ir ao encontro dos consumidores para saber da aceitação do seu produto. Como o Brasil conviveu durante décadas com altas taxas de inflação, era fácil ganhar dinheiro especulando, sem se preocupar com a qualidade. Isso foi altamente prejudicial para o nosso processo produtivo."

ERRO BÁSICO
"O que falta é planejamento estratégico, essa é expressão-chave. Isso significa sentar com os colaboradores da empresa e com os demais envolvidos para fazer o famoso brainstorm, um bate-bola de idéias que certamente vai acabar dando origem a uma linha de conduta. É preciso planejar o possível e ir acompanhando esse plano, fazendo as revisões necessárias. Se a empresa não chegar ao sucesso esperado, pelo menos vai conseguir sobreviver com vantagem. Geralmente, o empresário é aquela pessoa que resolveu montar algo em cima da sua experiência profissional, ou seja, é um prático com pouco conhecimento teórico administrativo, sem saber, muitas vezes, o que é carga tributária e o quanto tem que pagar de encargos sociais. Para abrir um negócio, ele deveria ser preparado com o mínimo de informação para saber o quanto deve faturar para manter sua empresa saudável."


« Entrevista Anterior      Próxima Entrevista »
...
Realização:
IMEMO

MANTENEDORES:

CRA-SP

Orcose Contabilidade e Assessoria

Sianet

Candinho Assessoria Contabil

CNS

Hífen Comunicação


Pró-Memória Empresarial© e o Programa de Capacitação, Estratégia e Motivação Empreendedora Sala do Empresário® é uma realização do Instituto da Memória Empresarial (IMEMO) e publicado pela Hífen Comunicação em mais de 08 jornais. Conheça a história do projeto.

Diretor: Dorival Jesus Augusto

Conselho Assessor: Alberto Borges Matias (USP), Alencar Burti, Aparecida Terezinha Falcão, Carlos Sérgio Serra, Dante Matarazzo, Elvio Aliprandi, Irani Cavagnoli, Irineu Thomé, José Serafim Abrantes, Marcos Cobra, Nelson Pinheiro da Cruz, Roberto Faldini e Yvonne Capuano.

Contato: Tel. +55 11 9 9998-2155 – [email protected]

REDAÇÃO
Jornalista Responsável: Maria Alice Carnevalli - MTb. 25.085 • Repórter: ;
Revisão: Angelo Sarubbi Neto • Ilustrador: Eduardo Baptistão

PROIBIDA A REPRODUÇÃO TOTAL OU PARCIAL DESTAS ENTREVISTAS sem permissão escrita e, quando permitida, desde que citada a fonte. Vedada a memorização e/ou recuperação total ou parcial, bem como a inclusão de qualquer parte da obra em qualquer sistema de processamento de dados. A violação dos Direitos Autorais é punível como crime. Lei nº 6.895 de 17.12.1980 (Cód. Penal) Art. 184 e parágrafos 185 e 186; Lei nº 5.998 de 14.12.1973


Hífen Comunicação
© 1996/2016 - Hífen Comunicação Ltda. - Todos os Direitos Reservados
A marca Sala do Empresário - Programa de Capacitação, Negócios e Estratégia Empresarial
e o direito autoral Pró-Memória Empresarial, são de titularidade de
Hífen Comunicação Editorial e Eventos Ltda.