Home











...



« Memória Empresarial • ANO XXVIII - Ed. 496 (07/10/2001)

No Bolso do Tempo

De acordo com as técnicas da administração moderna, que incluem as ações de marketing de uma empresa, já não basta lançar um produto ou serviço considerando apenas a qualidade e o custo competitivo. A famosa expressão "tempo é dinheiro" nunca esteve tão presente como hoje. Por isso, é preciso repensar as estratégias mercadológicas observando o relógio, para fazer com que o consumidor tenha condições de incorporar a nova aquisição ao seu dia-a-dia. Muitas vezes, as pesquisas realizadas com o objetivo de analisar as necessidades do mercado falham justamente por não conseguir detectar se o público-alvo terá tempo suficiente para adquirir o lançamento e também para utilizá-lo em seu cotidiano. Quem observa essa característica tão marcante da sociedade atual e formula conceitos inéditos a respeito do comportamento do consumo é Francisco Alberto Madia de Souza, diretor da MadiaMundoMarketingwww.mmmkt.com.br . Em depoimento exclusivo, ele fala sobre a evolução do marketing no Brasil e no mundo, além de revelar que tempo e dinheiro são duas faces da mesma moeda.

EVOLUÇÃO
"Marketing é todo o movimento empresarial que tem como ponto de partida e como óptica o mercado. Óptica essa que se volta primeiro para dentro da empresa, abrangendo desde da reorganização dos recursos humanos até a capacitação do ponto de vista tecnológico, que se traduz nos produtos e nas marcas para, na seqüência, retornar ao mercado sinalizando algum tipo de comportamento. O marketing aterrissa no Brasil, assim como no resto do mundo, na década de 50, sendo definido como sinônimo de administração moderna, considerando que a razão da existência de uma empresa é conquistar e preservar clientes. A partir dos anos 60, isso vai evoluindo com a modernização das estruturas de comunicação e de comercialização e, no início dos anos 70, com a institucionalização do auto-serviço e dos shoppings centers como distribuidores. No Brasil, o profissional de marketing, voltado à inovação e à antecipação diante dos concorrentes, teve que sobreviver e se adaptar ao ambiente totalmente inóspito da inflação, que privilegiava a gestão financeira nas organizações. Só com o advento do Plano Real, houve a abertura de mercado e o prevalecimento da competência estratégica do ponto de vista mercadológico."

POSIÇÃO PRIVILEGIADA
"No Brasil, ainda existem empresas que estão na pré-história do marketing e outras que já estão bastante avançadas, independentemente do tamanho ou segmento. Há microempresários que nunca freqüentaram uma escola de administração, mas praticam o marketing por uma questão de intuição e sensibilidade, enquanto outros, de maior porte, encontram-se voltados ao passado, especialmente as empresas que atuavam em setores fechados, desfrutando de numerosos privilégios e que hoje precisam ir ao mercado para competir. Se considerarmos as nossas empresas de ponta em termos de marketing avançadíssimo, cerca de 10 a 20% do total que conduz a economia brasileira, estamos à frente das empresas européias e em segundo lugar no mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos. Por se tratar de uma função indelegável, o marketing pode ser administrado por uma área da empresa, mas a definição do rumo, do plano de vôo, tem que ser do presidente."

CARA E COROA
"A terceirização do marketing pode beneficiar as organizações que estão muito defasadas e querem dar um salto para recuperar o tempo perdido, mas elas nunca devem desconsiderar a hipótese de voltar a planejar seu próprio marketing. No estágio atual em que nos encontramos, descobrimos que o consumidor moderno possui uma moeda que tem duas faces, de um lado o dinheiro e do outro o tempo. Por isso, quando uma empresa vai fazer o seu planejamento de marketing, é preciso dimensionar um produto ou serviço que caiba não só no bolso do dinheiro, mas também no bolso do tempo, que não pode ser multiplicado e tende a se tornar cada vez mais escasso. Daqui para a frente, a empresa que não se preocupar com o tempo dos seus clientes e que não estiver atenta ao aprendizado e à atualização em marketing está assumindo o risco de levar sustos, de ter problemas e até de desaparecer do mercado."


« Entrevista Anterior      Próxima Entrevista »
...
Realização:
IMEMO

MANTENEDORES:

CRA-SP

Orcose Contabilidade e Assessoria

Sianet

Candinho Assessoria Contabil

CNS

Hífen Comunicação


Pró-Memória Empresarial© e o Programa de Capacitação, Estratégia e Motivação Empreendedora Sala do Empresário® é uma realização do Instituto da Memória Empresarial (IMEMO) e publicado pela Hífen Comunicação em mais de 08 jornais. Conheça a história do projeto.

Diretor: Dorival Jesus Augusto

Conselho Assessor: Alberto Borges Matias (USP), Alencar Burti, Aparecida Terezinha Falcão, Carlos Sérgio Serra, Dante Matarazzo, Elvio Aliprandi, Irani Cavagnoli, Irineu Thomé, José Serafim Abrantes, Marcos Cobra, Nelson Pinheiro da Cruz, Roberto Faldini e Yvonne Capuano.

Contato: Tel. +55 11 9 9998-2155 – [email protected]

REDAÇÃO
Jornalista Responsável: Maria Alice Carnevalli - MTb. 25.085 • Repórter: Fernando Bóris;
Revisão: Angelo Sarubbi Neto • Ilustrador: Eduardo Baptistão

PROIBIDA A REPRODUÇÃO TOTAL OU PARCIAL DESTAS ENTREVISTAS sem permissão escrita e, quando permitida, desde que citada a fonte. Vedada a memorização e/ou recuperação total ou parcial, bem como a inclusão de qualquer parte da obra em qualquer sistema de processamento de dados. A violação dos Direitos Autorais é punível como crime. Lei nº 6.895 de 17.12.1980 (Cód. Penal) Art. 184 e parágrafos 185 e 186; Lei nº 5.998 de 14.12.1973


Hífen Comunicação
© 1996/2016 - Hífen Comunicação Ltda. - Todos os Direitos Reservados
A marca Sala do Empresário - Programa de Capacitação, Negócios e Estratégia Empresarial
e o direito autoral Pró-Memória Empresarial, são de titularidade de
Hífen Comunicação Editorial e Eventos Ltda.