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« Memória Empresarial • ANO XXVIII - Ed. 812 (28/10/2007)

Análise Inteligente

Para montar e fazer um negócio dar certo atualmente, não bastam apenas à coragem empreendedora e o planejamento minucioso da estrutura administrativa. É preciso estar atento também às oportunidades que surgem dentro e fora do universo corporativo e saber aproveitá-las no momento certo. São essas atitudes que fazem toda a diferença na consolidação de qualquer empresa em um mercado cada vez mais exigente em termos de estratégias de gestão. Mesmo estando na chamada zona de conforto como funcionária de um grande laboratório de análises de alimentos, a bióloga Claudia Malotti não perdeu a oportunidade de tornar-se empresária ao aceitar o convite de dois sócios que queriam abrir uma nova empresa no mesmo segmento de atuação. Hoje, na companhia da ex-colega de trabalho, que também topou a empreitada na época, e do pai, que acabou comprando as cotas restantes, ela dirige a Labor3 Laboratório e Consultoria Técnica Ltda.[email protected] – Tel.: (11) 5678-2333 –, que completa dez anos, inaugurando nova sede. Em depoimento exclusivo e bastante objetivo, Claudia relata como transformou sua atividade profissional em uma ferramenta poderosa para ingressar no empreendedorismo de forma definitiva.

INÍCIO
"Comecei trabalhando em um grande laboratório como consultora externa, efetuando visitas às empresas contratantes para fazer o treinamento dos funcionários. Depois de sete anos, dois dos sócios convidaram-me junto com uma colega, hoje minha sócia, para abrirmos um novo laboratório. Eles se separaram da estrutura societária antiga, e a empresa, apesar de ainda existir, acabou fragmentando-se. Foi uma grande oportunidade, porque eles queriam sair e nós éramos as gerentes dos dois departamentos mais importantes. Entramos com 25% cada uma e com o patrimônio pessoal de que dispúnhamos. Apesar de todas as dificuldades, a Labor3 vingou. Eu sempre acreditei no nosso profissionalismo e no nosso know how, porque isso é fundamental para abrir uma empresa. Já tínhamos experiência na área, mas o interessante foi que nós sabíamos muito da parte técnica e os dois sócios vieram agregando vivência administrativa."


COINCIDÊNCIA FELIZ
"Depois de sete anos, a sociedade não deu certo por uma questão de divergência de objetivos e de expectativas diferentes com relação ao negócio. Foi então que meu pai, André Malotti, comprou a parte que pertencia aos dois outros sócios e, agora, somos três de fato. Quando eles saíram, achamos que iria ser difícil administrar a empresa, mas conseguimos conciliar tudo de forma muito positiva, pois registramos um crescimento absurdo de um ano para o outro. Tivemos a nosso favor a legislação de rotulagem nutricional que entrou em vigor em 1998, obrigando as indústrias alimentícias a colocar o rótulo que hoje é comum, mas que não existia há dez anos. Nessa época, já tínhamos feito parcerias estratégicas nesse sentido com dois laboratórios americanos. Isso foi bom para nós, porque, quando a lei exigiu, nenhum laboratório brasileiro fazia análises de fibra alimentar e de perfil de açúcares. Acabamos pegando esse gancho de mercado das grandes indústrias de alimento para divulgar os nossos serviços."


MENU ANALÍTICO
"Quando começamos, nós decidimos seguir os padrões dos laboratórios americanos, que divulgam as análises que fazem com seus respectivos preços, de forma aberta e transparente em stands de feiras segmentadas. Isso nos ajudou muito, porque colocávamos o preço na nossa listagem e mandávamos para todos os clientes e futuros clientes. Foi uma estratégia que deu certo, embora não a utilizemos mais por sermos uma empresa já conhecida no mercado. Podemos afirmar que fomos pioneiros em adotar esse modelo de abrir o segmento para todos conhecerem os nossos custos. Hoje, nós colocamos na Internet as análises que realizamos aqui e as que subcontratamos fora do País. Chamamos isso de menu analítico, pois ele contém mais de 250 testes em comparação com cerca de 100 disponíveis dos nossos concorrentes. Credito o nosso sucesso a um misto de competência técnica com a sorte de estarmos no momento e no lugar certo. Como entendíamos do negócio do ponto de vista operacional, mesmo sem noções administrativas, soubemos fazer a empresa crescer."


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