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« Memória Empresarial • ANO XXVIII - Ed. 861 (05/10/2008)

A lógica da intuição

O registro de quase novecentos depoimentos concedidos à Sala do Empresário nos últimos vinte anos permite concluir que a trajetória de uma iniciativa empreendedora bem-sucedida vai além dos números e dos planos de negócio. Por ter como foco a personalidade dos indivíduos que decidiram optar pelo empreendedorismo em algum momento das suas vidas, é possível vislumbrar e compreender as influências que marcam para sempre as mudanças que levam à tomada de decisões importantes para o futuro das organizações. Em boa parte dos casos estudados, esses dirigentes empresariais conseguiram escapar da visão fria e racional dos cálculos para reconhecer na intuição o melhor caminho no gerenciamento de qualquer tipo de crise. Entre eles está Gilmar Batistela, fundador e presidente do Grupo Resource (www.resource.com.br), provedora de serviços e soluções de TI para o mercado corporativo. Em um relato exclusivo e empolgante, ele revela como deixou de ser guiado pelos resultados numéricos, mesmo sendo formado em matemática e em informática, para prestar atenção aos insights intuitivos que viraram o jogo nos momentos mais difíceis, fazendo a diferença entre o fracasso e o sucesso que já se projeta em nível internacional.

DESAFIO
"Depois de galgar todos os postos na área de informática em empresas de grande porte, de uma hora para outra minha cabeça mudou. Eu era um nerd que, por dominar tudo em termos de computação, não via mais graça nesse trabalho, pois não tinha mais o desafio de brigar com a máquina. Chegou a um ponto em que, além de programador, comecei a querer compreender os diversos setores de um negócio. Como para fazer um sistema eu tinha que conhecer a área dos usuários, seja na área de suprimentos, seja na área de compras, passei a olhar para outros lados e a tentar decifrar novas linguagens além dos números. Com isso, passei a me envolver rapidamente com os demais profissionais e comecei a liderar as reuniões de equipe como programador sênior. De 1991 a 1994, fui convidado por um amigo para prestar serviços de automação para um grande banco, mas continuei a trabalhar à noite para as empresas que havia deixado."


VALORES
"Em 1995, acabei montando sozinho uma empresa com muita harmonia, fazendo com que tudo acontecesse pelo caminho natural, norteado por princípios dos quais não abro mão. Junto com meus colaboradores, construí uma empresa que tem seus valores éticos e morais de compromisso, que se multiplicaram cada vez mais. Hoje, a Resource possui mais de mil funcionários e está entre as dez maiores empresas de TI do Brasil. Para gerenciar esse time, tomei decisões na base da intuição mesmo, pois tenho certeza de que isso faz a diferença. Em 2002, a empresa passou por um momento de dificuldade e, por conta disso, infelizmente, tive que abrir mão de alguns colaboradores. O mercado, então, logo percebeu esse movimento e, no final daquele ano, pensei em dar uma resposta, porque o segmento é como se fosse uma comunidade. Como já tínhamos a tradição de fazer festas grandes, fiz uma de arrebentar no Clube Homs, com um carro e duas motos para sortear entre os convidados. O mercado todo ficou sabendo disso, o que gerou uma energia positiva que surtiu bons resultados, porque os funcionários ficaram mais seguros."


ANTECIPAÇÃO
"Com a velocidade da internet, não há tempo hábil para as grandes organizações criarem uma equipe para responder a esse ritmo de negócios. A solução que encontramos foi trabalhar com parcerias, sendo que a Resource entra com o conhecimento das mais altas tecnologias mundiais. Portanto, o nosso posicionamento consiste em antecipar as ondas de tecnologia, o que resulta em valor agregado ao negócio do cliente. O mercado possui várias pequenas empresas que saíram das melhores universidades por meio de grupos de engenheiros de software que estão trabalhando há anos em cima de novas tendências. Como elas não conseguem entrar em bancos de porte, nós temos o tamanho suficiente para comprá-las ou estabelecer parcerias, promovendo um modelo de integração bom para ambas as partes. Assim, quando aparece nova tecnologia, não precisamos estar diretamente ligados a ela. Nós nos associamos a uma empresa menor, que já viabilizou o processo internamente, para que ela nos mantenha na frente e atualizados com transferência de valor."


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