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Sala do Empresário n.840
Dono de restaurante vira grife para negócios Quando se trata de iniciativas empreendedoras na área de comércio e de prestação de serviços, a interação com a personalidade do dono pode ser tão intensa que se torna praticamente impossível imaginar o negócio sem a presença dele, que transforma o próprio nome em uma grife de sucesso. Jesse de Andrade, proprietário do restaurante Josephine www.josephine.com.br, é um desses casos. Desde cedo, ele descobriu o talento para detectar nichos que poderiam ser trabalhados para se adaptarem às mudanças do mercado. Depois de muitos anos trabalhando como empregado no setor de autopeças e como corretor de imóveis, optou por ser empresário com a ajuda de familiares que viabilizaram a compra de um açougue. Em pouco tempo, ele descobriu formas inovadoras de atender à clientela e chegou a montar uma rede de casas especializadas na venda de carne. Percebendo a concorrência com os supermercados, transformou seu empreendimento em uma lanchonete, visando os alunos de um colégio localizado no entorno, bem como os pais das crianças que iam buscá-las. Dos lanches e saladas para um cardápio mais sofisticado foi só mais um passo para aproveitar as instalações vizinhas de um restaurante francês que estava fechando as portas. “Como já estava dirigindo um restaurante, tive apenas que ampliar a cozinha e o número de funcionários. Investi também na parte de comandas eletrônicas e chamei um engenheiro de produção de cozinha industrial para agilizar as refeições”, relata. Ele acredita que não se deve titubear diante da mudança para um segmento de mercado mais promissor. “Pode até dar errado, mas a certeza ajuda muito, porque a dúvida é uma grande traidora que nos faz perder as oportunidades”, alerta. Hoje, o Josephine é uma cultura, um estilo de vida by Jesse de Andrade, tanto para os funcionários, que são fiéis, quanto para os clientes, que vêm mais de uma vez por semana. “Minha pesquisa é a satisfação diária do cliente e a casa sempre cheia”, acrescenta. Para ele, o mais importante é estar no trabalho todos os dias, conversar com as pessoas, olhar nos olhos e dar a liberdade para que elas façam críticas ou sugestões abertamente. “Costumo atender o cliente da maneira mais personalizada possível, desde a entrada até a saída do estabelecimento. Agradeço, pergunto pela família e, quando não o conheço, procuro apresentar-me e despedir-me dele pelo nome”, finaliza. |
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