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Sala do Empresário n.841

Construtora aposta em empreendimentos ecológicos

No mercado imobiliário brasileiro, não existia nada parecido com a Ecoesfera Empreendimentos Sustentáveis S/A, especializada na construção de prédios para a classe média, projetados de acordo com as normas de preservação ambiental e a noção de sustentabilidade. Sem parâmetros para calcular tanto o grau quanto a margem de risco da iniciativa, o seu idealizador, o engenheiro Luiz Fernando Lucho do Valle, foi buscar inspiração na indústria automobilística por meio do livro Minha Vida, de Henry Ford. Com base nas técnicas básicas adotadas pelo grande empresário norte-americano, como uma linha de produção padronizada, a simplificação e a repetição de processos, ele percebeu que o desafio estava em adaptar esses procedimentos ao ramo da construção civil dentro da perspectiva de uma visão industrial para baratear os custos. “Iniciamos as atividades em 2005, mas foi a partir da metade de 2006 que a situação foi melhorando”, destaca. “De repente, vi-me na mídia na condição de destaque por ter um discurso que era exatamente o que as pessoas queriam ouvir naquele momento. A partir daí, a situação financeira da empresa foi estabilizando-se e estamos atravessando uma fase bastante interessante, conseguindo até mesmo captar investimentos externos de uma grande instituição financeira”, complementa.

Ainda de acordo com Valle, a Ecoesfera é formada por um grupo de mais de cem pessoas movidas pela crença de que estão atuando de maneira diferenciada. “Nós tentamos ver de que forma, com a construção de lares, podemos interferir nisso. A razão da existência do grupo Ecoesfera, que se divide em três empresas para que possamos trabalhar melhor a marca, é propiciar às pessoas uma alternativa de morar, dentro de uma visão responsável do ponto de vista socioambiental”, destaca. Segundo ele, mercado da construção civil inteiro trabalha comprando terrenos e fazendo projetos para aquele espaço. “Nós invertemos essa ordem, uma vez que desenvolvemos uma série de projetos padronizados e só depois buscamos onde eles podem ser construídos. Quando encontramos o local, todas as etapas seguintes ficam facilitadas e ganhamos em velocidade por se tratar de uma linha de produção”, finaliza.

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