Home











...



« Memória Empresarial • ANO XXVIII - Ed. 365 (04/04/1999)

Liberdade Limitada

Para quem aprendeu e acostumou a acatar decisões tomadas por instâncias superiores durante toda a vida profissional, montar uma franquia própria pode ser a solução mais indicada na hora de conciliar esse perfil executivo à vontade ou à necessidade de ser empreendedor. Principalmente no caso daqueles sem especialização ou talento para atividades específicas e que se encontram numa faixa etária muitas vezes discriminada pelo mercado de trabalho na obtenção de bons salários e empregos. A opção pelo segmento de franchising destinado à prestação de serviços, por exemplo, traz numerosas vantagens, pois o know-how já vem pronto, o investimento não é alto e os riscos ficam bastante reduzidos, em comparação à iniciativa desbravadora de começar da estaca zero com nome e marca desconhecidos do público. No entanto, é preciso tomar uma série de precauções, para não cair na cilada de apostar no amadorismo e na visão aventureira de negócios que ainda não apresentam o devido grau de organização. Quem alerta, de forma exclusiva, para esse momento de escolha tão delicado é Agostinho Fellipeli Sobrinho - Tel.: (11) 211-2843 -, consultor de franquias, economista e ex-executivo, com 35 anos de experiência.

INFORMAÇÃO
"Nas grandes redes de franquia, há total profissionalismo, mas, no caso de algumas empresas nacionais, o franqueador ainda não está preparado para receber um parceiro. Ele considera o franqueado mais como um prolongamento do seu negócio e continua dando ordens e fazendo o que bem entende. Na hora de escolher, é preciso checar o cadastro dessas redes nos institutos especializados em franquias e informar-se o máximo possível sobre o passado e o relacionamento entre franqueador e franqueados, questionando balanços, retorno, qualidade do produto, política comercial, com o cuidado de atestar a veracidade de todos os dados. É muito difícil hoje entrar no ramo de franchising, sem estar cadastrado no Instituto Brasileiro de Franquia (IBF), onde existe sempre um profissional especializado para orientar os candidatos. Outra opção seria comprar uma franquia já montada. Nessas condições, geralmente pega-se o lucro, ou seja, a receita menos a despesa, e multiplica-se por vinte para calcular o preço de aquisição."

ZONA ABERTA
"Se existe vocação para um determinado nicho de negócio, como materiais elétricos, papelaria, sapataria, deve dedicar-se a isso, mas, sem especialização, minha sugestão é a franquia de serviços, que quase não exige capital de giro para a compra de mercadorias, além de minimizar o risco. Ser empresário significa basicamente tomar decisões e assumir riscos. Quanto mais eles puderem ser reduzidos, melhor para a tomada de decisões na hora certa. Outro aspecto importante é verificar se o franqueador não possui limitação de área de atuação, se há zona aberta para que o franqueado que prestar o melhor serviço possa conquistar o cliente. Em geral, não há condições de entrar na estratégia de marketing do franqueador, que já vem formatada. O que ocorre em algumas franquias respeitáveis é a participação dos franqueados em associações, com o objetivo de discutir os problemas do dia-a-dia, visando também a criação futura de novos produtos de publicidade."

LUCRATIVIDADE
"O franqueado não é dono da própria empresa, estando sempre sujeito às normas de disciplina da franquia adquirida. Não é possível ser totalmente livre dentro desse esquema. Como todos os empregados estão acostumados a obedecer, fica muito mais fácil para um executivo continuar operando dentro dessa filosofia de trabalho. O ideal, ainda, seria manter o custo fixo garantido por meio de um salário, enquanto se planeja a carreira de empresário. Não adianta ser ativo se não for bem relacionado, da mesma forma que não funciona ter uma porção de clientes e ser negligente. O lucro no franchising depende muito do produto vendido ou do serviço prestado. Em certos casos, já existe a porcentagem bruta determinada pelo franqueador, em outros, o risco incide de acordo com a decisão do franqueado na hora de investir o capital de giro na aquisição de mercadoria. Na prestação de serviços, o normal é ganhar uma comissão sobre a tarifa, pré-determinada pelo franqueador. Esses acertos podem ser feitos mensalmente, quinzenalmente ou de dez em dez dias."


« Entrevista Anterior      Próxima Entrevista »
...
Realização:
IMEMO

MANTENEDORES:

CRA-SP

Orcose Contabilidade e Assessoria

Sianet

Candinho Assessoria Contabil

CNS

Hífen Comunicação


Pró-Memória Empresarial© e o Programa de Capacitação, Estratégia e Motivação Empreendedora Sala do Empresário® é uma realização do Instituto da Memória Empresarial (IMEMO) e publicado pela Hífen Comunicação em mais de 08 jornais. Conheça a história do projeto.

Diretor: Dorival Jesus Augusto

Conselho Assessor: Alberto Borges Matias (USP), Alencar Burti, Aparecida Terezinha Falcão, Carlos Sérgio Serra, Dante Matarazzo, Elvio Aliprandi, Irani Cavagnoli, Irineu Thomé, José Serafim Abrantes, Marcos Cobra, Nelson Pinheiro da Cruz, Roberto Faldini e Yvonne Capuano.

Contato: Tel. +55 11 9 9998-2155 – [email protected]

REDAÇÃO
Jornalista Responsável: Maria Alice Carnevalli - MTb. 25.085 • Repórter: ;
Revisão: Angelo Sarubbi Neto • Ilustrador: Eduardo Baptistão

PROIBIDA A REPRODUÇÃO TOTAL OU PARCIAL DESTAS ENTREVISTAS sem permissão escrita e, quando permitida, desde que citada a fonte. Vedada a memorização e/ou recuperação total ou parcial, bem como a inclusão de qualquer parte da obra em qualquer sistema de processamento de dados. A violação dos Direitos Autorais é punível como crime. Lei nº 6.895 de 17.12.1980 (Cód. Penal) Art. 184 e parágrafos 185 e 186; Lei nº 5.998 de 14.12.1973


Hífen Comunicação
© 1996/2016 - Hífen Comunicação Ltda. - Todos os Direitos Reservados
A marca Sala do Empresário - Programa de Capacitação, Negócios e Estratégia Empresarial
e o direito autoral Pró-Memória Empresarial, são de titularidade de
Hífen Comunicação Editorial e Eventos Ltda.