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« Memória Empresarial • ANO XXVIII - Ed. 293 (16/11/1997)

A Representatividade de Volta

Ao procurar garantir independência de ação, as mais importantes e tradicionais entidades e sindicatos representativos das classes produtoras freqüentemente passam também a concorrer com as empresas, em tarefas de sua competência específica, em vez de representá-las e defendê-las, como deve ser o seu propósito fundamental. Em conseqüência, tal distorção contribui fortemente para deteriorar o nível de representatividade e fragilizar a autoridade moral dessas instituições, tornando inócua a missão de defender os postulados da livre iniciativa. Paradoxalmente, elas são geralmente conduzidas por líderes empresariais que, não obstante se destaquem pela visão, descortino, competência e dinamismo, em seus segmentos, não se apercebem claramente do desvio de rota. Outras, no entanto, mais conscientes, estão procurando fazer "a nau retornar ao curso normal" e, dessa maneira, reconquistar a credibilidade e fortalecer a representatividade dessas entidades. É o que vem acontecendo com a Associação Comercial e Industrial de Guarulhos (ACIG) www.aceguarulhos.com.br –, conforme relata, em depoimento exclusivo, seu presidente Luis Roberto Mesquita, que, há um ano e meio, vem reabilitando, com sucesso, uma entidade que estava praticamente falida.

RETOMANDO A LIDERANÇA E A REPRESENTATIVIDADE
"A situação estava muito ruim; talvez a ACIG viesse encerrar as atividades. Há aproximadamente 24 meses, não pagávamos nossos provedores de bancos de dados de informações da Associação Comercial de São Paulo. Alguns empresários, informando-nos acerca da situação e de algumas irregularidades, estimularam a nossa candidatura à presidência da entidade. Temos conseguido, também - o que é mais importante -, a convergência de ações das diversas entidades empresariais surgidas depois que as mais antigas foram perdendo representatividade e dinamismo. A união dessas associações, embora não tivesse atingido o nível ideal, é cada vez mais estreita. Caberá, à ACIG estimular o desenvolvimento de revitalização, porque é a mais forte, até pelo número de associados - 1,7 mil -, o Ciesp também é importante, mas congrega principalmente indústrias (cerca de trezentas), muitas das quais também nossas filiadas."

A POLÍTICA NA DEFESA DO BEM COMUM
"Nossa posição no tocante à administração pública municipal é de independência, ignorando qualquer conotação política, a favor ou contra; a única condição para o nosso apoio é que o assunto seja de interesse da cidade. Por exemplo, promovemos encontros de assessores que participaram da elaboração do Simples com o prefeito e o secretário de Finanças, para transmitir orientações técnicas, visando a adesão da prefeitura. Neste caso, estamos juntos. Porém, diante de acusações de enriquecimento ilícito (compra de terras no interior do estado) envolvendo o prefeito, aprovamos o encaminhamento de memorial aos vereadores, exortando-os a constituir comissão especial de inquérito para esclarecer os fatos, bem como solicitamos do Ministério Público também a apuração das denúncias. Tal posição apartidária e eqüidistante das facções políticas em disputa, nem sempre devidamente compreendida - mas que preferimos mantê-la -, permanecendo nossa posição de independência e de críticas construtivas em prol do bem comum."

DESCOBRINDO O TURISMO DE NEGÓCIOS
"Como segunda cidade paulista em população - aproximadamente 1 milhão de habitantes - e terceira em arrecadação de ICMS, a exemplo de outros municípios industriais, nos últimos dez anos Guarulhos também vem assumindo nova vocação, no caso, de pólo de turismo de negócios e eventos. Isso é comprovado pela relativa estabilidade dos índices de atividade industrial e de consumo de energia para fins industriais, enquanto os setores comercial e de serviços registram apreciável crescimento. O município deverá sediar, às margens da Rodovia dos Trabalhadores, um novo centro de negócios e exposições três vezes e meia maior do que o do Anhembi, numa parceria entre o governo do Estado e a iniciativa privada. Evidentemente, para o melhor aproveitamento das oportunidades que se irão abrir, a meu ver, a administração deverá adotar de vez o planejamento estratégico, em vez de 'gerenciar por crises', como acontece atualmente."


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