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« Memória Empresarial • ANO XXVIII - Ed. 477 (27/05/2001)

Por Uma Agenda Positiva

Crescer de maneira sustentada e integrada de forma permanente às mudanças do cenário mundial pode ser considerado o melhor caminho para o desenvolvimento econômico e social do Brasil. Esse foi o enfoque principal da palestra recentemente proferida por Carlos Eduardo Moreira Ferreira, deputado federal, ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e atual presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e do Conselho Deliberativo do Sebrae, que defende a estruturação da economia tendo em vista o imenso potencial brasileiro em termos de reservas naturais e de mercado consumidor. O evento fez parte do Fórum de Debates 2001 promovido pela Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB) - Tel.: (11) 284-4044 - e-mail: [email protected].

TRANSFORMAÇÕES
"As mudanças na economia não foram uma mera questão de escolha, mas fizeram-se impor. Foram fermentadas não apenas pela crescente democratização do País mas também pelos ventos liberalizantes que predominam no mundo. A mudança estrutural foi um processo de rompimento com o modelo anterior de desenvolvimento brasileiro, que se apoiava fortemente na presença do estado, por meio de um grande número de empresas estatais operando nas mais diversas áreas, porém de modo ineficiente na maioria das vezes. Nesse processo, mudamos o perfil do Brasil, passando de uma economia muito fechada a uma progressiva integração à economia mundial, ao mesmo tempo em que se consolidou o processo interno de reforma do Estado. A maior conquista desta fase de mudanças foi a da estabilidade, com a eliminação da inflação galopante e descontrolada que nos impedia de programar nossas empresas. O processo de privatização foi outra importante transformação que ocorreu na economia brasileira, trazendo beneficíos como o aumento da eficiência produtiva, a redução de tarifas em alguns casos e a melhora na qualidade dos serviços."

DESAFIO
"A desaceleração em quase toda a economia mundial vem determinando um menor dinamismo do comércio mundial, com a queda na demanda pelos produtos dos países emergentes, incluindo a redução no preço das commodities e a queda das exportações, o que termina por amplificar um dos nossos mais graves problemas econômicos, que é o desequilíbrio na balança comercial. O almejado salto nas exportações brasileiras ainda não aconteceu e continua a ser um dos nossos maiores desafios. Assim, mais do que nunca, torna-se imprescindível perseverar nas transformações estruturais que permitam à economia brasileira mostrar maior capacidade de reação e menor fragilidade às oscilações conjunturais. Portanto, a agenda da retomada do crescimento sustentado, com estabilidade, exige o aumento contínuo da competitividade dos produtos nacionais e confunde-se com a agenda das reformas. Somente com a redução do Custo Brasil, poderemos ter maior eficiência produtiva, a desoneração das exportações, além de restaurar o incentivo à produção e ao investimento."

PAPEL DECISIVO
"É de conhecimento de todos que o ambiente econômico futuro será marcado por novas rodadas de liberalização comercial. No Mercosul, na Alca e em uma possível nova Rodada da OMC, todos os sinais indicam a mesma direção. Devemos fazer a nossa parte, participando de forma consciente e determinada no apoio à continuidade das reformas. Nós, empresários, temos o dever de liderar e de mostrar os caminhos da modernidade que o País necessita trilhar, engajando-nos em uma agenda positiva, voltada para a continuidade da transformação do Brasil. Nossa economia está entre as dez maiores do mundo em tamanho de mercado, com um PIB maior do que o de todos os demais países da América Latina somados. Nossa base de recursos naturais é invejável e temos um mercado doméstico com uma das maiores capacidades de expansão a curto prazo, o que gera um potencial de oportunidades que vem atraindo a atenção da comunidade internacional nos últimos anos. Precisamos, portanto, criar as condições para uma trajetória de crescimento sustentado a taxas compatíveis com este desejo de encurtar nossas diferenças em relação aos países mais avançados."


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