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« Memória Empresarial • ANO XXVIII - Ed. 612 (28/12/2003)

Herança Planejada

Começa a se configurar uma nova estrutura de gestão para as empresas familiares no Brasil. O que antes era considerado incapacidade de administrar o próprio negócio hoje passou a ser visto como uma estratégia fundamental à sobrevivência das organizações. Contratar consultores, convidar profissionais do mercado para participar do conselho administrativo e até mesmo buscar especialistas em áreas diversas do conhecimento dos sócios-diretores, são ações cada vez mais comuns para as pequenas e médias empresas nacionais. Essa vem sendo a experiência vivenciada pela Brasterápica Indústria Farmacêutica, produtora de medicamentos similares e comandada atualmente por Adriana Schulz dos Santos - e-mail: [email protected] - Tel.: (11) 3255-5455, que, depois de terminar a faculdade, aceitou, em conjunto com o pai, um empresário do ramo, o desafio de adquirir um negócio praticamente falido, reabilitar a saúde e a imagem corporativa do laboratório junto ao mercado e planejar o seu crescimento. Em depoimento exclusivo, ela conta como conseguiu restabelecer a empresa, além de ressaltar a importância de trabalhar com familiares em conjunto com profissionais de fora.

RECUPERAÇÃO
"A Brasterápica produz medicamentos similares, ou seja, produtos que não têm patente, focados para as classes menos favorecidas da população. Nós distribuímos para o Brasil todo, principalmente para as regiões Norte, Nordeste e Sul. Comecei esse trabalho há sete anos, com meus dois irmãos e meu pai, fundador de outra empresa que tinha a mesma atividade. Em 1995, a Brasterápica já estava com vários processos de falência em andamento e devia para fornecedores, incluindo meu pai. Por vislumbrar nisso uma oportunidade, ele me apoiou e me deu a oportunidade de adquirir o negócio para reabilitá-lo. Levamos seis meses para conseguir reabrir a empresa, contratamos um novo farmacêutico responsável de imediato com a intenção de nos adequarmos rigorosamente às normas de qualidade para voltar a produzir. Iniciamos também a reconstrução da imagem institucional, e a estratégia principal foi fortalecer o trabalho dos representantes que estavam em campo, pois precisávamos do apoio deles para dizer aos clientes que a empresa tinha mudado e estava sob nova direção."

CONSELHO
"Depois de três anos, começamos a olhar para a questão da família dentro da empresa. Foi quando buscamos a consultoria do Renato Bernhoeft, que nos vem ajudando muito, mostrando a importância de montar um conselho administrativo e societário. Com uma pessoa de fora presente em um conselho societário familiar, tanto os questionamentos quanto a abordagem se tornam mais profissionais. A partir disso, traçamos metas e prazos em termos de planejamento, marketing, verbas e orçamentos para cada área. A consultoria participa das reuniões para que possamos vivenciar esse processo de conhecimento. Agora, pretendemos contratar um profissional de mercado para fazer parte do conselho, porque a consultoria está ensinando-nos a contratar pessoas especializadas. É um projeto que ainda está em andamento, mas é importante ter gente de fora numa empresa familiar com outra visão, sempre se revezando."

APRENDIZADO
"É fundamental ter um conselho familiar e societário e um código de ética com normas para gerenciar a empresa. Sem isso, qualquer problema pode ficar complicado e gerar cobranças, uma vez que muitos sentimentos familiares são resgatados nos momentos de tensão. Já tivemos problemas dessa natureza, mas isso foi positivo porque nos forçou a buscar ajuda externa, a participar de cursos e grupos de estudo de herdeiros. Aprendemos que o mais importante é entender o nosso papel dentro da empresa, que é diferente do nosso papel dentro da família. Esse é um exercício que tem que ser feito o tempo inteiro por todos aqueles que estão envolvidos no negócio. Como meu pai fundou uma empresa sozinho e não teve esse tipo de problema, no começo ele ficou um pouco resistente, até que passou a entender essa necessidade. Hoje, ele acha que isso vai garantir o nosso futuro no sentido de ficarmos juntos para lidar com os conflitos do dia-a-dia e saber a função de cada um dentro da organização."


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