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« Memória Empresarial • ANO XXVIII - Ed. 611 (21/12/2003)

Bem de Família

Publicações do mundo inteiro, destinadas a análises econômicas e à gestão empresarial, já compararam empresas familiares com organizações administradas por profissionais sem esse vínculo e chegaram à conclusão de que, ao contrário do que se pensa, a empresa familiar é mais rentável e produtiva. Por essa razão, grandes corporações internacionais estão tentando copiar os aspectos positivos desse modelo empresarial que conta com a colaboração de um time leal, capaz de tomar decisões de forma ágil e flexível, justamente por não depender de vários escalões para a aprovação das ações estratégicas. Boa parte das organizações comandadas por famílias está comprometida com uma visão de longo prazo para o negócio, o que não acontece no caso de muitos executivos, que vivem preocupados em obter resultados imediatistas para mostrar aos superiores e à mídia o quanto eles são sensacionais, colocando a carreira sempre em primeiro lugar. Em depoimento exclusivo, Dorothy Nebel de Mello, presidente do Instituto da Empresa Familiar (IEF) - www.empresafamiliar.org.br - destaca as principais vantagens, bem como os cuidados necessários à manutenção e ao crescimento das empresas familiares na economia global.

VISÃO EQUIVOCADA
"O problema básico das empresas familiares hoje é a falta de fluxo de caixa e a ausência de possibilidades de financiamento. Qualquer empréstimo bancário é uma corda no pescoço, e isso afeta as organizações em qualquer tentativa de crescimento e de diversificação. O segundo problema é que a empresa familiar no Brasil e no mundo, apesar de representar a maioria dos negócios, ainda é encarada como algo negativo, muitas vezes pejorativo, sinônimo de falta de organização, de estratégias, de planejamento e de profissionalismo. Infelizmente, para muitos esse é o rótulo da empresa familiar, o que é uma consideração sui generis. Isso não vai denegrir em nada a importância da empresa, do produto e da gestão. Todas as grandes empresas brasileiras que continuam sendo controladas por uma ou, às vezes, por mais de uma família, não se consideram familiares, alegando que possuem executivos profissionais no comando da estrutura."

PROFISSIONALIZAÇÃO
"Temos que admitir que muitas das pequenas e médias empresas familiares, que são realmente a força que move este país, ainda não se profissionalizaram como deveriam no sentido de traçar um planejamento a curto, médio e longo prazos, além de estabelecer estratégias definidas. Em uma economia como a nossa, tudo tem que ser muito dinâmico e flexível para que haja a possibilidade de mudanças rápidas, partindo de um corpo de profissionais capacitado. Outro problema está na continuidade das gerações. Se o fundador ainda está vivo, existe uma questão ligada ao poder. Ele teve um sonho e conseguiu transformá-lo em realidade, foi um empreendedor e correu todos os riscos. Só que na maioria dos casos, a empresa tornou-se a vida dele, e passá-la para outros membros da família pode representar a perda do sentido de estar vivo. Nesses casos, é preciso que seja feito um trabalho de preparo do ponto de vista emocional para que essa pessoa possa realmente passar a direção, a sua capacidade de sonhar, assim como os direitos e deveres para os descendentes o mais cedo possível."

INSTITUTO
"Hoje em dia, a empresa familiar vai manter-se viva somente se seus dirigentes conseguirem separar a família da empresa, se eles conseguirem enxergar que a empresa é um patrimônio familiar, e, como qualquer patrimônio, tem que ser muito bem cuidado para render e sustentar todos os envolvidos no negócio. O IEF, inspirado na experiência norte-americana do Family Firm Institute, é a única instituição brasileira exclusivamente voltada para a empresa familiar, cuja missão é educar, funcionando como um fórum multidisciplinar para todos os profissionais que trabalham em empresas familiares. Para isso, oferecemos uma programação de seminários sobre educação executiva, além de firmar parcerias importantes com o objetivo de fornecer cursos voltados para os empresários e para a continuidade da mentalidade empreendedora. Afinal de contas, o Brasil é um país de empreendedores."


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