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« Memória Empresarial • ANO XXVIII - Ed. 614 (11/01/2004)

Liberdade para Rejuvenescer

Todo o negócio com mais de duas décadas de vida certamente já passou por numerosas experiências e adaptações no decorrer do seu percurso de crescimento. Na intenção de conquistar o mercado, muitos empresários de médio e pequeno porte recorrem a investimentos externos para garantir a segurança e os recursos financeiros necessários à expansão da empresa. Esse tipo de sociedade, que leva uma organização a abrir cotas para acionistas, proporciona vantagens no sentido de profissionalizar a estrutura corporativa em pouco tempo, tornando-a competitiva e transparente em suas atividades. No entanto, o excesso de formalismo na gestão empresarial, decorrente dessas associações, pode inibir os empreendedores responsáveis pela iniciativa. Para resgatar essa liberdade operacional, que faz parte do sonho de qualquer dirigente empresarial, Mário Sérgio Luz Moreira, diretor das Academias Runner - www.runner.com.br -, teve que repensar a empresa em termos de formatação. Em depoimento exclusivo, ele revela como fez para retomar o controle total do negócio e conferir a ele um novo perfil mercadológico após abri-lo para investidores nacionais.

CONCEITO DE FELICIDADE
"Nosso propósito é vender saúde, algo muito abstrato. Por isso, procuramos vender bem-estar completo por meio da atividade física, trabalhando com o conceito de felicidade. Nesse caso, é estratégico associar a academia à imagem de bem-estar, ou seja, a experiência tem que ser boa para a pessoa do começo ao fim. É um conjunto que precisa funcionar como um relógio, tendo a atividade física como uma conseqüência. A Runner começou em 1983, a partir de uma pequena escola de tênis. Passei a me sentir atraído pelo conceito avançado de academia de ginástica, que já existia nos Estados Unidos, incluindo vários esportes juntos. Englobamos tudo isso dentro de um único endereço, com a idéia de criar um local que pudesse se tornar um ponto de encontro dos usuários e, três anos depois, abrimos a primeira filial."

ABERTURA
"Com o passar dos anos, fomos buscando cada vez mais a formalidade, até que nos apresentaram alguns projetos de expansão para a Runner, baseados em experiências que estavam ocorrendo nos EUA. Esses projetos estavam fundamentados em um ente financeiro forte para acelerar e financiar o nosso crescimento. Após conferir as iniciativas norte-americanas, vimos que algumas unidades obtiveram muito êxito com essa formatação, e começamos a dar os primeiros passos nessa direção. Em 2000, nós obtivemos sucesso com um fundo que veio nos prestigiar, inicialmente com um cash pequeno, da ordem de 15% da empresa. Passamos a vivenciar uma experiência de ser totalmente formal em termos de negociação. Embora o fundo fosse minoritário, eles exigiram a gestão da empresa e a parte financeira também passou a ser controlada por um diretor externo. Foi uma fase muito importante, que trouxe uma cultura de S/A que nós não tínhamos, no sentido de organizar e de fazer orçamentos anuais. No entanto, esses procedimentos também acarretaram uma formalidade excessiva para aquele momento."

RETOMADA
"Se a experiência com o fundo foi positiva por um lado, por outro foi negativa em relação às despesas. Mesmo capitalizados, tivemos custos muito elevados em 2001. Com isso, a operação começou a deixar de ser interessante principalmente para mim, que controlava a empresa. Acabamos concluindo que tínhamos que mudar o nosso desenho, o que implicava, primeiro, a saída do fundo e a retomada das quotas por intermédio da minha holding individual. Atualmente, eu detenho 90% da empresa e tenho um sócio, com 10%, que me apoiou nessas decisões. Compreendemos também que deveríamos tentar uma nova formatação no sentido de ter unidades independentes de negócio, cada uma com a sua gestão própria. Para poder administrar tudo, criamos uma estrutura centralizada que pudesse dar um suporte a essas unidades debaixo da mesma marca para criar economia de escala. Esse foi o ponto que marcou a nossa gestão em 2003, fazer a meia volta e optar por ter empresas de capital fechado. Hoje, somos formais e muito rigorosos na apuração dos números, mas tudo é feito internamente e de uma forma mais flexível."


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