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« Memória Empresarial • ANO XXVIII - Ed. 896 (07/06/2009)

Novo de Novo

A memória empresarial brasileira que vem sendo registrada e divulgada semanalmente pela abordagem jornalística da Sala do Empresário há mais de 21 anos, relata como esse universo empreendedor está repleto de surpresas tamanha é a força representativa da livre iniciativa no Brasil. Não são raros os casos de pessoas que dedicaram toda a sua trajetória de vida apostando na abertura de um ou de vários negócios, até encontrar o nicho de mercado e o modelo mais adequado à sua personalidade. Um exemplo quase centenário desse estilo desbravador está na figura de Waldemar de Oliveira Verdi, fundador e presidente do Conselho das Empresas Rodobens - www.rodobens.com.br, focado estrategicamente nos setores automotivo e imobiliário com a aplicação de soluções integradas, visando a multiplicação da sinergia com abrangência e com lucratividade, sem perder de vista o compromisso social com milhões de brasileiros. Em depoimento exclusivo e de impressionante lucidez aos 91 anos de idade, esse descendente de italianos e de índios representou o País em Mônaco, concorrendo ao prêmio Empresário do Ano de 2009 na etapa mundial, promovido pela Ernst & Yong, mostra por que faz parte de um grupo seleto de empreendedores que encontraram estímulo constante para começar de novo, muitas vezes da estaca zero, sempre isso se fez necessário como projeto de vida no decorrer da escalada empreendedora.

REI DO ALGODÃO
"O meu pai veio da Itália com sete anos e radicou-se em São José do Rio Preto, no interior paulista, onde eu comecei a empreender fundando uma pequena fábrica de vassouras com um primo. Não tínhamos nada, apenas a vontade de criar, de empreender e assim fazíamos a vassoura, colocávamos debaixo do braço e íamos vendê-las. Já sozinho, abri também uma torrefação de café nas mesmas instalações e criei as Indústrias Reunidas Aimoré, composta pela Fábrica de Vassouras e a Torrefação de Café. Depois de encerrar ambos os negócios pela falta de perspectivas, decidi investir na compra e no comércio de algodão montando uma nova empresa para essa atividade, que acabou crescendo muito e projetando meu nome a ponto de eu ser nomeado correspondente do Banco do Brasil para aquela região, me tornando um recebedor oficial das mercadorias financiadas por essa instituição financeira."


TRIPÉ
"Na década de 40, houve uma quebradeira geral que me levou a liquidar a empresa, me deixando totalmente sem capital, mas com a missão de criar um novo negócio. Parti então sozinho para montar uma concessionária de automóveis em São José do Rio Preto em 1949. Enquanto os outros vendedores de automóveis tinham tudo, eu só tinha um pequeno posto de gasolina e a forte necessidade de vencer na vida em um novo empreendimento. Foi então que eu percebi que eles estavam muito acomodados, com prestígio e dinheiro, pois o cliente ia atrás e eles ainda desprestigiavam os veículos trazidos, com palavras que ninguém gosta de ouvir. Esses clientes acabavam vindo até mim e, antes de ver os detalhes, eu dava os parabéns pelo cuidado com o carro e aproveitava a oportunidade para oferecer mais porque a minha margem de lucro com os modelos novos era muito alta. Ninguém me ensinou nada disso, mas eu coloquei em prática um tripé indestrutível baseado no trabalho, na determinação e na fé."


FIDELIDADE
"Comecei a com a marca Studebaker, depois comprei uma empresa de táxi mirim, mas já gostava muito dos caminhões da Mercedes-Benz. Na época, fiquei sabendo que o representante da Mercedes do Brasil havia importado 300 carros de passeio que estavam no Rio de Janeiro e que apenas três tinham sido vendidos. Fui até lá e me dispus a comprar alguns veículos restantes, mas em contrapartida eu queria entrar na venda de caminhões e ser nomeado como a concessionária autorizada da minha região. Saí dessa negociação com 50 carros comprados com 20% de entrada e o restante para pagar em 12 vezes com juros de 1% ao mês e a carta da concessionária na mão. Aí teve início a grande era dos produtos da Mercedes-Benz com os quais eu e todos os meus filhos e colaboradores nos casamos. Até hoje não vendemos nenhum outro caminhão que não seja dessa marca. Em 1966, surgiu a idéia do consórcio para caminhões que foi um sucesso e hoje temos uma empresa de capital aberto também atuante no ramo imobiliário com sócios no mundo inteiro e presente em 55 países."


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