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« Memória Empresarial • ANO XXVIII - Ed. 895 (31/05/2009)

Visão precisa

Embora muitas das iniciativas empresariais que apresentam uma trajetória de sucesso que vem do esforço, da ousadia e da competência de seus fundadores, os interesses da pessoa jurídica devem sempre prevalecer, pois é ela que assegura as condições necessárias para que o negócio seja perpetuado de geração para geração, garantindo assim a consolidação do sonho empreendedor. Diante das inquietações e das dificuldades econômicas em nível mundial que vêm exigindo medidas cada vez mais precisas dos empresários, cabe a cada um agregar valor à organização como um organismo único e em constante processo de mutação, sabendo visualizar o melhor caminho a ser percorrido, seja por intermédio de consultorias, seja por informações ágeis e atualizadas do seu segmento de atividade. Quem descobriu a importância de reconhecer e de valorizar o seu estilo de negócio foi David Eduardo de Camargo Fernandes, principal gestor da Ótica Voluntárioswww.oticavoluntarios.com.br –, que completa 43 anos de vida no bairro de Santana, na Zona Norte de São Paulo, juntamente com os irmãos, que montaram um conselho gestor para tornar a participação de todos mais efetiva e democrática. Em depoimento exclusivo e com boa dose de otimismo, ele relata de que forma são tomadas as decisões estratégicas e como a família está comprometida com o futuro da empresa.

ORIGEM
"Meu pai, Arthur Martins Fernandes, vem do ramo de padarias desde muito jovem por causa do meu avô português, que chegou ao Brasil em 1927. Na década de 50, ele decidiu que não queria passar o resto da vida trabalhando nesse ramo sacrificante e começou a buscar outro empreendimento. Em 1961, ao ficar viúvo, foi morar em Assis, no interior de São Paulo. Lá, os cunhados da primeira mulher tinham uma ótica e, quando ele retornou à capital três anos mais tarde, casou-se com a minha mãe e abriu uma padaria em sociedade, mas já com a intenção de fazer um curso técnico de ótica no Senac, que lhe daria o diploma de ótico prático, exigido pela legislação para que pudesse administrar uma empresa nesse segmento e ser o responsável pelo aviamento das receitas médicas. Ao vender sua parte na padaria, em 1966, ele alugou o ponto em que estamos até hoje e montou a ótica. Em 1973, compramos o ponto e, apesar das dificuldades de todo o começo, ele aproveitou a clientela do bairro, que o conhecia muito bem, para divulgar seu novo negócio."


MUDANÇA DE ROTA
"A minha história na Ótica Voluntários começou aos 13 anos de idade dentro do nosso laboratório próprio, fazendo conserto de óculos e colagem de lentes. Dois anos depois, fui trabalhar em um banco, quando surgiu a oportunidade de ser representante de uma indústria ótica do Rio de Janeiro. Ao mesmo tempo, cursava administração e investia na carreira de piloto de avião. No entanto, um acidente doméstico impediu que eu seguisse essa carreira e acabei especializando-me na área de informática. Em 1998, meu pai convidou-me para desenvolver um sistema informatizado para a ótica e, em 2002, acabei assumindo a direção da empresa. Hoje, somos muito bem conceituados e estamos entre as cinco principais óticas do Brasil, com três filiais em São Paulo. O controle vem da exatidão do nosso trabalho por meio de equipamentos importados de última geração, além de termos grandes parcerias internacionais para representar grifes de renome."


LONGEVIDADE
"A nossa visão do plano de sucessão consiste em tentar antecipar os desafios que poderemos ter no futuro, de forma preventiva e racional. Como empresa, nossa preocupação está nos anos daqui para frente, em como vai ser o mercado de modo geral. Dentro dessa filosofia, em 2007 nós começamos a formatar e a desenvolver um conselho de gestão para determinar os valores macroestruturais aos oito herdeiros. Montamos um estatuto do conselho gestor para prever e documentar a dinâmica de tudo aquilo, discutimos e chegamos ao consenso de que a empresa vai ter a sua continuidade assegurada, mesmo com todas as dificuldades para conciliar as idéias. Não existe distinção, mas sim três funções distintas, ou seja, a de gestor, a de gestor fiscal e a de comprador, ocupadas por nós na condição de funcionários de confiança e com plenos poderes, mas temos um período de gestão de dois anos e mensalmente fazemos reuniões."


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