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« Memória Empresarial • ANO XXVIII - Ed. 913 (06/12/2009)

A base do negócio próprio

Ao deixar uma empresa e partir para o negócio próprio, o profissional nem sempre se apercebe do valor do conjunto de experiências e dos relacionamentos pessoais que sedimentou ao longo da carreira. Somente tomará ciência da relevância desse patrimônio quando verificar a sua decisiva influência no sucesso do novo negócio. A rede de relações pessoais forma sólida base de potenciais clientes que sabem de antemão a verdadeira competência, a capacidade de trabalho e a seriedade do novo empreendedor. E, de sua parte, o êxito é tanto mais garantido porque conhece, em extensão e profundidade, os pontos fracos e as necessidades dos parceiros, desde a época em que não pesava outro motivo de interesse além do comercial na relação mútua.
Essa foi a constatação da empresária Denise Moraes, fundadora e sócia da DNA Idéias e Soluçõeswww.dnaideias.com.br – ao partir para o negócio próprio, depois de incorporar rica experiência, como funcionária, nas áreas de varejo e financeira. Fruto dessa vivência, ela consegue entender a demanda do mercado e descobrir lacunas que tem capacidade de preencher, como relata em entrevista exclusiva.


CONSTRUINDO HISTÓRIA
"Minha carreira começou na antiga Mesbla, onde entrei como trainee e saí como gerente geral, para trabalhar no então Banco Nacional, a convite de um diretor que havia sido colega na empresa. Foi uma experiência muito interessante, porque tudo que aprendi em gestão, administração do negócio, usei no mercado financeiro, onde desfrutava de muita mobilidade. Convidada pelo Unibanco, pude aplicar e desenvolver, durante três anos, o que tinha aprendido teoricamente em marketing de serviços, e também continuar a carreira como gestora de pessoas. Em seguida, transferi-me para o Banco de Boston, que estava em fase de expansão, principalmente no segmento de alta renda. Fundei praticamente uma agência ao participar da primeira conta que foi aberta, da segunda, da terceira... Em suma, trabalhei sete anos no Boston, onde venci o desafio de administrar duas agências em diferentes segmentos de mercado”.


UM BOM NOME
"Deixei o banco e liguei-me como consultora a uma empresa do Rio de Janeiro. Dois anos depois, decidi montar a DNA com uma colega dos tempos da Mesbla e que atuava na área de Relações Humanas. Já tínhamos visibilidade no mercado quanto ao nosso trabalho, porque por mais que você vá a qualquer cliente com o respaldo do nome de uma empresa, na verdade, você está ‘vendendo’ a si própria. É você que está oferecendo a sua expertise, a história que construiu ao longo da vida profissional. Enfim, o seu nome é que ‘garante’ a competência e a expectativa de bons resultados pelo serviço. Divulgamos a criação da empresa e os clientes começaram a nos procurar: veio o primeiro, que nos indicou para outro e assim sucessivamente. Pude dessa maneira confirmar e validar não apenas as condições de realizar minha consultoria, com propriedade e competência. Há, enfim, todo um trabalho de envolvimento, de patrocínio, digamos, de quem já me conhecia. Esse é o feedback que permanentemente recebo de todos os clientes”.


QUESTÃO DE CONQUISTA
"Comecei com pequenos trabalhos até para ganhar credibilidade, mas a um passo de cada vez. Quando você monta uma empresa de serviços, precisa ganhar o mercado, não se impõe a ninguém, conquista parceiros como conquista relacionamentos e gera credibilidade. Não tenho receita pronta, produto de prateleira que posso vender a todos, porque cada ‘doença’ demanda remédio específico. Na verdade, não há milagre: com a expertise dele e, a quatro mãos, faço o diagnostico. Só inicío o trabalho após conhecer o processo: acompanho os executivos e desço a todos os níveis, procurando entender a dinâmica do negócio e das relações das pessoas. A gente transforma a estratégia em ação – a meu ver, a maior dificuldade do empresário. É difícil para ele traduzir e transmitir as expectativas à equipe. Nós o ajudamos nesse processo, mostrando onde quer chegar, quanto pensa faturar, se quer crescer e quanto, se vai abrir novas unidades, o que vai precisar, como o time irá ajudar, como agregar as pessoas, enfim”.


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