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« Memória Empresarial • ANO XXVIII - Ed. 922 (17/10/2010)

Serviços com competência

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Para consolidar um trabalho que resultou na admirável marca de 26 sindicatos filiados, congregando 85 mil empresas e um número incontável de trabalhadores, o empresário Dárcio Bertocco assumiu o segundo mandato como presidente da Fesesp-Federação de Serviços do Estado de São Paulo - www.fesesp.org.br. A luta da entidade paulista, desde sua fundação em 1995, significou o resgate do setor de serviços que, embora represente 68 por cento do Produto Interno Bruto do Brasil, não recebe a devida atenção do Poder Público à altura de sua relevância para a economia. A indústria foi sempre a menina dos olhos do governo, que se preocupa basicamente com máquinas e equipamentos, em detrimento do setor de serviços, cuja “matéria prima” é o ser humano. Em entrevista ao Programa de TV Combate, da CNS-Confederação Nacional de Serviços – www.cnservicos.org.br , Dárcio Bertocco, que também é presidente do Sindiprom-Sindicato das Empresas de Feiras e Eventos do Estado de São Paulo - www.sindiprom.org.br , focaliza os esforços de seu segmento para superar as dificuldades motivadas pelo precário apoio oficial ao setor de serviços.

CONTRIBUIÇÃO
“Eis alguns números para se verificar que o turismo de negócios é que mantém o turismo em São Paulo: o Brasil sedia hoje 172 feiras de negócios, sendo que 120 acontecem no Estado e 95 por cento delas ficam na Capital. Assim, com uma feira de negócios a cada três dias, esta cidade tornou-se a capital de feiras do Mercosul, gerando 500 mil empregos diretos e indiretos e receita anual de aproximadamente 2,5 bilhões de reais, além de 803,2 milhões em serviços nos pavilhões. A Prefeitura paulistana é beneficiada com os tributos incidentes sobre a receita de 850 milhões de reais gerada pelos quase 4 milhões de visitantes que trazemos para cá, com viagem, hospedagem, alimentação, transporte e compras. Com nosso turismo baseado nos negócios, por intermédio das feiras e eventos, respondemos por 60 a 70 por cento dos visitantes de São Paulo. Em 2007, só para exemplificar, o setor de feiras proporcionou arrecadação de 170 milhões de reais em impostos municipais”.

FALTA FLEXIBILIDADE
“As empresas que trabalham com eventos não recebem qualquer respaldo da Municipalidade na forma de ajuda e facilidades para que eles aconteçam na Capital. O maior centro de feiras, o Anhembi, que chamamos de ‘ferramenta de feira’ , construído pela iniciativa privada é administrado pela Prefeitura Municipal, que investiu na reforma e promoveu melhorias - e isso temos que reconhecer - para que possamos realizar eventos cada vez melhores. Ela trouxe ainda outras promoções como a Fórmula Indy; melhorou o Carnaval, que também é ligado ao nosso Sindicato -- realmente fez tudo isso. Em compensação, perturbou completamente a nossa logística com a recente lei de movimentação de cargas, que proíbe caminhões nas Marginais. Temos um centro de eventos na região, o Hotel Transamérica, e por ali só poderemos transitar com caminhões durante a noite; já solicitamos autorização especial, sem sucesso... Não posso adiar as coisas para amanhã, pois a feira é como um avião, que tem de ocupar todos os bancos antes de decolar, porque depois não dá mais para voltar atrás”.

AUTOSSUFICIÊNCIA
“Para a Copa do Mundo de 2014, São Paulo está totalmente preparada: temos a maior rede de hotéis e flats do Brasil, a maior rede de restaurantes, shoppings, teatros, bem como a melhor prestação de serviço do Brasil. Estou batendo-me pela Fesesp e vou lutar intensamente para evitar que se perpetue a prática vigente, nos últimos tempos, de sempre convocar alguém de fora para se encarregar da execução de projetos e serviços, porque supostamente não teríamos a competência, nem o know-how necessários. Há que se impedir a vinda de empresas estrangeiras para cuidar, por exemplo, da infraestrutura de comunicações e do centro de imprensa, como aconteceu na China e na África do Sul. Não precisamos de ninguém do Exterior para fazer absolutamente nada, em especial no tocante a tais megaeventos, porque os brasileiros do ramo são competentes, com qualidade e capacidade, e mão-de-obra nacional para cumprir as exigências da FIFA. Em suma, não ficamos nada a dever a ninguém, estamos conscientes do que precisamos realizar e, com certeza, vamos saber fazer muito bem feito...”


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