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« Memória Empresarial • ANO XXVIII - Ed. 423 (14/05/2000)

Negócio Sem Passado

A estratégia parece simples e genial. Uma idéia na cabeça sobre o que fazer com um computador, custo inicial quase zerado e acesso a uma rede de comunicação. Dessa receita está surgindo a "badalada" nova economia, que, no entanto, precisa dos investimentos das empresas tradicionais para crescer e desenvolver-se. Aí entra em ação o analista de mercado para fazer com que todos saiam ganhando no final. Em depoimento exclusivo, Antonio Carlos Colangelo Luz, presidente da Associação Brasileira dos Analistas do Mercado de Capitais (Abamec) - Tel.: (11) 3107-1571 -, fala da insegurança de apostar em uma realidade sem precedentes e parâmetros comparativos. Nesse cenário de incertezas, todo cuidado na avaliação é pouco, pois, se o salto pode ser grande, o tombo também.

COMMODITY
"A nova economia está representada pelas empresas de alta tecnologia ligadas à Internet, que, embora pequenas, trabalham com um instrumental de informações e de transmissão desses dados, pois a informação hoje virou uma commodity. Elas não possuem um ativo, nem mesmo um histórico, e são formadas basicamente por pessoas novas que têm idéias e tentam viabilizá-las no mercado. Já as empresas tradicionais estão sendo taxadas de velha economia, por possuírem estrutura física, recursos humanos, equipes treinadas para a fabricação de um produto ou para a prestação de um determinado serviço. A fusão entre empresas da nova economia com o setor de telecomunicações, que está ocorrendo em todo o mundo, busca solucionar um dos problemas da Internet que é ter um site com conteúdo. A expectativa de crescimento dessas associações pode ser vista como uma tendência. Em geral, nessas operações, ambas as partes permanecem com participações no negócio final, o que é interessante para os dois lados."

NOVA REVOLUÇÃO
"As empresas de alta tecnologia tendem a ser as corporações do século XXI. Se o sucesso for realmente o esperado, a ponto de absorver a economia tradicional, pode haver uma grande transformação, mas ainda é preciso esperar o tempo passar, pois ainda é difícil prever hoje o que vai acontecer. No entanto, os números desse novo segmento indicam um crescimento muito rápido, o que obriga tanto empresários quanto investidores a estar por dentro da nova economia. Ela representa outra revolução industrial em termos de redução de custos, de agilidade e de atendimento ao consumidor. A necessidade de atualização e de acompanhar o mercado de perto é tão grande que muitas empresas estão procurando escritórios de consultoria ou consultores independentes na área de Internet, em busca de soluções. Nesse contexto, o analista de mercado também participa, avaliando as alternativas de investimento, com o objetivo de orientar os administradores de recursos e demais profissionais da área financeira. Ele está fazendo sempre uma avaliação sobre os riscos do empreendimento em relação ao retorno que pode ser obtido, trabalhando com dados históricos, mas sempre tentando embasar a perspectiva de comportamento no futuro."

MERCADO DE CAPITAIS
"Atualmente, esse mercado é muito mais amplo do que há alguns anos. No segmento de novas tecnologias, os analistas ainda estão familiarizando-se e precisam de um volume maior de informações para fazer uma avaliação mais próxima da realidade. Entretanto, também cabe a eles alertar seus clientes para os riscos. Como as empresas da nova economia estão dando um retorno muito alto, o grau de insucesso relacionado a esses investimentos é também bastante elevado, porque as incertezas das avaliações são muitas. Existe o problema da distribuição, pois é possível vender muito pelo computador, mas os produtos têm que ser entregues e, principalmente, a questão da segurança, que pode até inibir o crescimento do comércio eletrônico e já preocupa os próprios especialistas da área. Nesse processo de desenvolvimento, porém, não se pode abrir mão da capacitação pessoal e da possibilidade de ter uma distribuição de riquezas mais justa. Este é o tema do congresso da Abamec - Democratizando o Desenvolvimento - Mercado de Capitais Como um Instrumento de Distribuição de Riquezas - a ser realizado de 31 de agosto a 3 de setembro de 2000, no Hotel Transamérica, em São Paulo."


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