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« Memória Empresarial • ANO XXVIII - Ed. 602 (19/10/2003)

O Natal da Internet

As empresas nacionais que investiram e vem investindo cada vez mais na implementação de sites de negócio, na tentativa de conquistar e consolidar espaço na disputa acirrada pelos consumidores, podem entrar em ritmo de festa mais cedo neste ano. Dados recentes do Estudo de Pesquisa Online de E-commerce (e-bit) revelam que o comércio eletrônico brasileiro bateu um recorde histórico no mês de agosto, chegando a ultrapassar o tíquete médio (valor médio gasto em cada compra) de R$ 300. Esse valor indica crescimento de 24,2% em relação a agosto de 2002 e, se nada atrapalhar o desempenho da economia e o aquecimento esperado pelas vendas de dezembro, tudo indica que o Natal de 2003 deverá entrar para a história como o Natal da Internet. Quem aposta nessa expectativa bastante otimista é Matinas Suzuki Jr., co-presidente do iG Internet Group do Brasil - e-mail: [email protected] - Tel.: (11) 3065-9754. Em depoimento exclusivo, ele fala sobre a evolução da rede no País e no mundo, discutindo os principais aspectos que envolvem as tendências de expansão do mercado corporativo nas transações online.

PERSPECTIVAS
"Hoje, estima-se que haja no Brasil 24 milhões de usuários de Internet, abrangendo cerca de 14% da população. Esse número continua crescendo em relação às classes A, B e ao topo da classe C. À medida que o custo do acesso for barateando, a tendência é que a rede chegue também à maior parte da classe C. No entanto, o crescimento esbarra nos problemas do País, na má distribuição de renda, pois o preço do computador ainda é caro para muitas pessoas, assim como o uso da linha telefônica. Agora, como o País está em crise, muitos usuários pararam ou diminuíram o uso da linha telefônica para pagar menos. Considerando que a Internet é algo relativamente jovem, com apenas seis anos de uso intensivo no Brasil, temos boas perspectivas de evolução, principalmente porque o brasileiro adotou a Internet, ele sabe usar, ele gosta e é criativo na utilização desse meio, encarando a Internet como um bem, como algo que vai melhorar a sua qualidade e a sua condição de vida."

SATISFAÇÃO
"Já existe no Brasil uma visão clara de que a Internet representa uma parte substancial dos negócios das empresas de telefonia, que são dependentes da rede, fazendo com que parte da estratégia de negócios delas passem pela Internet, o que consolida o setor juntamente com os negócios de telefonia. O e-commerce registrou no Brasil um crescimento vertiginoso de 33% nos últimos doze meses, mesmo com a economia ruim. Este ano é o ano do Natal na Internet, e os sites já estão preparando-se para atender essa demanda. A logística está melhorando bastante, assim como as condições de pagamento e de segurança para as transações online. As pesquisas do e-bit mostram que o índice de satisfação com as compras na Internet também vêm melhorando de forma significativa. Os testes de satisfação do cliente estão demonstrando que quem compra pela Internet não se arrepende e sempre repete a dose."

LIDERANÇA
"O maior desafio do iG não é conquistar novos usuários, pois já somos o maior provedor de acesso gratuito no Brasil. Nosso objetivo agora é rentabilizar esses usuários, fazendo-os gastar mais tempo na Internet. Estamos tentando entender melhor o mercado coorporativo, pois sabemos que boa parte dos nossos melhores clientes são as pequenas e as médias empresas que utilizam o acesso gratuito como uma maneira de reduzir custos. Como temos mais de 350 mil empresas cadastradas, começamos a olhar com mais atenção para esse segmento. Por isso, temos um portal específico para pessoa jurídica e estamos disponibilizando uma linha completa de produtos para esse público. A nossa estratégia foi lançar o Portal iJ em parceria com a Associação Comercial de São Paulo. A Internet é uma oportunidade imensa para ganhar eficiência, comunicar-se mais rápido e atingir mercados que são difíceis e distantes. O comércio eletrônico no Brasil certamente será uma das grandes fontes de receita, porque o País possui dimensões gigantescas. Com o e-commerce, é possível baratear muito o custo da expansão do negócio, além de poder oferecer preços e prazos melhores dentro da Internet."


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