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« Memória Empresarial • ANO XXVIII - Ed. 759 (22/10/2006)

Livre Iniciativa com Vocação Social

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Ao contrário da grande maioria dos negócios que surgem pela necessidade de empreender ou pela descoberta visionária de um nicho de mercado, há casos em que a possibilidade de ajudar as pessoas por meio de um serviço inusitado acaba gerando a oportunidade de criar uma empresa e de se dedicar a ela para cumprir uma missão que vai muito além da simples geração de lucro. Esse é o caso do Grupo Cavenaghiwww.cavenaghi.com.br – que nasceu há 38 anos em uma pequena oficina mecânica para automóveis, pelas mãos de um imigrante italiano chamado Giulio Michelotti. Ele quebrou paradigmas em relação aos deficientes físicos ao adaptar um carro para um amigo ex-combatente da Segunda Guerra Mundial que tinha uma das pernas amputadas, mas sonhava em voltar a dirigir um veículo. O sucesso foi tanto que decidiu partir para o empreendedorismo contando com o sócio Olevir Cavenaghi, que assumiu todo o negócio anos mais tarde. Hoje, já na segunda geração, a empresa, líder no seu segmento, produz uma linha completa de equipamentos especiais para atender a qualquer tipo de deficiência física e não pára de inovar para trazer ainda mais conforto aos clientes. Em depoimento exclusivo, Monica Cavenaghi, diretora comercial e nora do fundador, relata essa trajetória bem-sucedida de pioneirismo, de sucessão familiar e de vocação para ajudar os que precisam locomover-se de maneira especial.

PAIXÃO
“A grande missão de cada empresa é atender a sociedade, trazer soluções e, como resultado, o investidor ou o empreendedor tem o lucro, que deve ser visto como um prêmio, um resultado e não um objetivo. Nesse sentido, temos orgulho de dizer que a Cavenaghi nasceu do jeito certo. Eu já estou aqui há quinze anos, e não foi só pelo meu marido mas também pela essência do negócio. Nos finais de semana ou quando eles faziam eventos e apresentações em feiras, acompanhávamos muito o esporte das pessoas que tinham deficiência e isso foi um aprendizado muito grande sobre reabilitação e sobre a cadeira de rodas. Meu marido tinha sempre uma cadeira de rodas no porta-malas do carro e, às vezes, saíamos aos sábados à noite para um shopping, porque ele gostava de vivenciar o que os clientes sentiam na prática, testando o equipamento. Naquela época, eu comecei a gostar não só do produto como também da ideia de poder contribuir para o marketing da empresa, que é a minha grande paixão. Eu comecei a gostar principalmente desse universo de pessoas e desse público.”

MUDANÇA
“Costumamos dizer para aqueles que trabalham conosco que, na Cavenaghi, nós gostamos de mudar a vida das pessoas. Os momentos mais marcantes para a gente foram aqueles em que nos deparamos com a satisfação dos clientes, quando conseguimos ver os olhos deles brilhando, ver a família mudando os seus paradigmas ao perceberem que há muito mais para se viver. A Cavenaghi é uma empresa presente em todo o Brasil por meio de uma rede de concessionários. Nós temos quarenta concessionários nas principais capitais do País, que assinam um contrato de concessão de marca e recebem treinamento técnico e comercial. O grupo forma um conjunto de produtos e serviços focado em adaptação veicular. O nosso projeto agora é montar lojas filiais e vamos começar por um projeto piloto no Rio de Janeiro.”

SUCESSÃO
“Estamo-nos preparando hoje com o processo de sucessão da próxima geração, porque, no nosso caso, foi muito tranqüilo. Os meus sogros eram italianos maravilhosos que confiaram muito no nosso trabalho, no filho, do ponto de vista técnico, e, no meu, na parte financeira e comercial. Os problemas familiares dão-se quando o sucedido tem dificuldade de entregar o bastão, o que não aconteceu conosco, pois o meu sogro entendeu que era o momento de deixar que o meu marido e eu tocássemos a Cavenaghi. A minha preocupação é muito mais com a geração futura. Nós temos quatro filhos e nossa intenção é que, quando eles assumirem o comando, a empresa esteja totalmente profissionalizada. Temos como objetivo deixar cotas de um negócio saudável e não cargos. Para isso, a empresa será gerida a partir de um conselho de administração. Atualmente, ela é gerida por quatro pessoas, nós dois, um executivo da área financeira e um consultor que está conosco há seis anos.”


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