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« Memória Empresarial • ANO XXVIII - Ed. 326 (05/07/1998)

Indústria de Serviços Fará a Diferença

A polêmica gerada em torno dos efeitos da globalização da economia costuma estar sempre associada à atuação dos grupos transnacionais produtores dos bens de consumo em larga escala a custos cada vez mais reduzidos. No entanto, esse presumível aumento do número de consumidores acaba tornando-se também a grande alavanca para o crescimento da indústria de serviços. Geralmente compostas por médias empresas, cabe a ela desenvolver o seu maior patrimônio no mercado globalizado: flexibilidade e rapidez necessárias para melhor atender seus clientes de forma personalizada. Quem aposta nesse diferencial é o empresário Ademar Serodio, eleito o Homem de Vendas de 1996 pela Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB) por sua atuação como presidente da Avon na América do Sul. Hoje, ao desligar-se da corporação, ele dirige a ASPV - Assessoria Empresarial - Tel.: (11) 3845-0277 e 3845-4703, além de assumir a vice-presidência executiva da Associação Comercial de São Paulo. Leva consigo, nessa nova etapa de vida, a mesma competência visionária, a dedicação, o carisma e a sensibilidade que marcaram sua trajetória de sucesso no mundo empresarial.

INSEGURANÇA
"Pelo fato de não ter inflação, de se poder ter mais ou menos estabelecidos os padrões de consumo depois do Plano Real, não vejo grandes dificuldades de administração no dia-a-dia das empresas. Agora, as estratégias de posicionamento e de visão futura para médio e longo prazos ficam prejudicadas pela inconstância do governo. Muitas vezes, não é o problema de ser ágil e refazer uma estratégia, é a instabilidade que essas mudanças provocam. O País tem que se estruturar melhor para poder conviver com isso sem estar tão dependente do fluxo cambial. A grande razão de o governo fazer um pacote recessivo é estabelecer um padrão de captação de dinheiro, mas essas medidas econômicas acabam inibindo o desenvolvimento nacional. Quando se sabe que as regras podem mudar a qualquer momento, a insegurança está instalada. Portanto, é preciso repensar as estratégias brasileiras de defesa, fazendo com que venham a público aquelas que envolvem diretamente os pequenos e médios empresários ou o investidor estrangeiro."

GLOBALIZAÇÃO
"Muito se associa a globalização ao desemprego, mas ninguém fala que a mesma globalização que provoca desemprego no setor industrial, por causa das fusões empresariais, cria ou amplia brutalmente um mercado futuro nos campos de troca, comércio e turismo. São campos novos em que, se o pessoal estiver preparado e a sociedade passar a investir, vão absorver a mão-de-obra excedente da indústria, como a indústria absorveu da agricultura com a revolução industrial que aconteceu no século passado. Se estivermos atentos, participando das associações, buscando o treinamento adequado para enfrentar os novos tempos e para nos adaptarmos à realidade, temos condições de crescer independentemente dos políticos que porventura vêm aí. Quem tem que melhorar o Brasil somos nós. No caso dos médios empresários que possuem um patrimônio importante, o mais salutar seria preservá-lo e, ao mesmo tempo, diversificar a carteira de investimentos."

VISÃO CONJUNTA
"Ninguém vai crescer mais do que a indústria de seviços no próximo século, porque é nela que vai estar concentrado o valor agregado dos produtos. Por isso, a primeira medida é fixar-se no nicho de mercado mais conhecido para estreitar as relações com os clientes ou consumidores e melhor atender suas necessidades, coisa que nenhuma empresa global terá condições de fazer. É preciso preservar esse bem, que vai garantir a sobrevivência das médias empresas no mundo globalizado e não tanto o desenvolvimento tecnológico. Essas organizações também podem perfeitamente buscar joint ventures ou fusões com as empresas globais para serem o braço delas no Brasil, criando imensas oportunidades de negócio. Mas seja qual for a estratégia adotada ou o produto a ser comercializado, as pessoas envolvidas no processo devem estar compartilhando com seus líderes a mesma visão de futuro, fazendo a sua parte na equipe. Com isso, ganha-se o jogo. Quer dizer, o sucesso é o resultado do trabalho de toda uma equipe, e não só da visão de um empresário."


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