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« Memória Empresarial • ANO XXVIII - Ed. 802 (19/08/2007)

Superação pelo Trabalho

Para empreender no Brasil, não basta apenas a vocação para o mundo dos negócios somada à ousadia da criatividade na forma de estratégia empresarial. Sem sombra de dúvida, esses componentes são fundamentais para o sucesso de qualquer iniciativa, mas quem não souber administrar e superar, por meio de muito trabalho, os numerosos entraves diários de todos os tipos que o País impõe à classe empreendedora certamente vai desanimar logo e desistir de levar sua idéia adiante. Em vez de reclamar das dificuldades em termos do pagamento de tributos elevados, da falta de logística adequada para a distribuição e da tensão constante na estrutura política e social brasileira, a solução está no empenho para encontrar saídas inovadoras com o objetivo de driblar e minimizar o efeito negativo desse cenário. Isso é o que tem feito Henrique Lopez, diretor há duas décadas da Móveis Mediterrâneo - e-mail: [email protected] Tel.: (11) 6946-5681 -, especializada na fabricação de ambientes para hotéis e flats aqui e também no exterior. Em depoimento exclusivo, ele expôs com muita franqueza como vem atuando para vencer os obstáculos à sobrevivência e à expansão do negócio, tendo o mercado externo como o grande aliado nessa verdadeira batalha contra a inibição da iniciativa empreendedora.

ORIGEM
"Eu e meu pai tínhamos uma empresa de móveis e fazíamos instalações comerciais e bancárias, além de escritórios de alto padrão. Em 1989, percebemos que existia uma deficiência muito grande na área de hotéis em São Paulo. Foi quando começou a primeira fase da geração de flats na cidade. Por meio dos contatos com pessoas do mercado, começamos a fazer hotéis. Como a nossa estrutura empresarial era muito pequena para dar conta dessa demanda, procuramos uma fábrica para comprar e acabamos encontrando a Mediterrâneo, que estava um pouco ociosa, e mudamos completamente o perfil dela, que se destinava à produção de móveis coloniais. A partir disso, começamos a entrar no segmento de hotelaria no Brasil e no exterior, por meio de um parque industrial com máquinas próprias que ficavam desligadas durante meses, mas, em determinados períodos, precisávamos que elas funcionassem 24 horas por dia. Não era uma fábrica de linha, mas sim de pedidos, o que sempre exigiu equipamentos especiais."


PÉ ATRÁS
"Nós estamos solidificando a imagem da empresa porque trabalhamos longe do cliente, que pode estar em qualquer lugar do mundo. Para isso, estamos implementando um sistema de gestão que consegue acompanhar o que está acontecendo via Internet. Na realidade, o que sentimos lá fora é que o Brasil está na moda, mas ainda existe grande desconfiança em relação ao País, em razão dos vários problemas sociais e de infra-estrutura que acabam prejudicando o esquema de logística e de distribuição dos produtos, ainda mais no nosso caso, uma vez que trabalhamos dentro do sistema just in time e qualquer greve pode afetar o andamento operacional. Muitas vezes, a carga demora a chegar, e somos obrigados a dizer que estamos com os móveis presos aqui para não deixar transparecer que o problema é institucional."


CRITÉRIOS
"Hoje, somos três sócios e uma decisão mais séria é sempre tomada em conjunto. Nossas reuniões acontecem de acordo com as necessidades da empresa, mas muitas vezes decidimos por meio de pesquisas, em cima de estudos de viabilidade. Quando se trata de um determinado hotel, vamos descobrir primeiro qual o local do empreendimento, o potencial de vendas e todos os fatores envolvidos nesse processo. Essa análise abrange desde os fornecedores para saber se vale a pena investir ou não, porque o risco de tomar um calote é muito grande. O fato de termo-nos voltado para o mercado externo foi uma atitude de sobrevivência. A perspectiva que tínhamos no Brasil, principalmente no ramo de hotelaria, tinha acabado, e nós já havíamos mudado o nosso perfil empreendedor para tornarmo-nos exportadores de móveis. Quando se trata de um projeto especial, nossa estratégia é fugir da concorrência com os chineses. Não dá para concorrer com eles, pois são times diferentes, com doutrinas e formas de trabalhar totalmente distintas."


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