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« Memória Empresarial • ANO XXVIII - Ed. 840 (11/05/2008)

Do hot dog ao camarão

Quando se trata de iniciativas empreendedoras na área de comércio e de prestação de serviços, a interação com a personalidade do dono pode ser tão intensa que se torna praticamente impossível imaginar o negócio sem a presença dele, que transforma o próprio nome em uma grife de sucesso. Jesse de Andrade, proprietário do restaurante Josephinewww.josephine.com.br, é um desses casos. Desde cedo, ele descobriu o talento para detectar nichos que poderiam ser trabalhados para se adaptarem às mudanças do mercado. Depois de muitos anos trabalhando como empregado no setor de autopeças e como corretor de imóveis, optou por ser empresário com a ajuda de familiares que viabilizaram a compra de um açougue. Em pouco tempo, ele descobriu formas inovadoras de atender a clientela e chegou a montar uma rede de casas especializadas na venda de carne. Percebendo a concorrência com os supermercados, transformou seu empreendimento em uma lanchonete, visando os alunos de um colégio localizado no entorno, bem como os pais das crianças que iam buscá-las. Dos lanches e saladas para um cardápio mais sofisticado, foi só mais um passo para aproveitar as instalações vizinhas de um restaurante francês que estava fechando as portas. Em depoimento exclusivo e apaixonado por aquilo que faz, ele revela as estratégias de adequação a cada mudança e de que forma personalizou o negócio que se tornou um ponto conhecido e bem freqüentado da gastronomia paulistana.

CONTATO
"Atuei quinze anos como proprietário de casas de carne nos Jardins. Em 1997, vendi a última loja e comprei uma que estava localizada na esquina de onde está o restaurante hoje. Por mais que eu insistisse no segmento, modernizando o balcão e investindo em atendimento personalizado, não deu certo por causa da concorrência com os supermercados da região. Como eu tinha uma área de estacionamento muito grande, fiz contato com as mães dos alunos de um colégio bem próximo, que vinham comprar carne e deixavam o carro aqui para levar os filhos à escola. Estacionar no bairro é uma dificuldade muito grande, e, em vez de reclamar, coloquei uma placa permitindo que o meu espaço, para cerca de dez carros, fosse utilizado para esse fim. Algumas mães vinham e compravam, outras não naquele dia, mas podiam comprar no outro, e a situação ficou assim até o final de 1999, quando fechei as portas e montei a lanchonete Josephine, tendo em vista as crianças que saíam da escola e também os pais delas, que já tinham feito amizade comigo."


POINT
"Depois de certo tempo, comecei a sofisticar os pratos, e o lugar passou a ser freqüentado por empresários jovens e pessoas alinhadas que trabalhavam em mesa de operação financeira e em corretoras na região. Com isso, viramos um point. Foi quando o negócio ficou pequeno e fomos engolindo a clientela de um restaurante francês que funcionava ao lado. Quando o dono finalmente resolveu fechar as portas, o único que poderia comprar o ponto era eu, porque o imóvel estava agregado a um terreno do mesmo proprietário e não dava para desmembrar. Como já estava dirigindo um restaurante, tive apenas que ampliar a cozinha e o número de funcionários. Investi também na parte de comandas eletrônicas e chamei um engenheiro de produção de cozinha industrial para agilizar as refeições."


FLEXIBILIDADE
"A flexibilidade acabou sendo uma boa estratégia no meu caso. Eu acredito que não devemos titubear diante da mudança para um segmento de mercado mais promissor. Pode até dar errado, mas a certeza ajuda muito, porque a dúvida é uma grande traidora que nos faz perder as oportunidades. Hoje, o Josephine é uma cultura, um estilo de vida by Jesse de Andrade, tanto para os funcionários, que são fiéis, quanto para os clientes, que vêm mais de uma vez por semana. Minha pesquisa é a satisfação diária do cliente e a casa sempre cheia. O mais importante é estar aqui todos os dias, conversar com as pessoas, olhar nos olhos e dar a liberdade para que elas façam críticas ou sugestões abertamente. Costumo atender o cliente da maneira mais personalizada possível, desde a entrada até a saída do estabelecimento. Eu agradeço, pergunto pela família e, quando não o conheço, procuro apresentar-me e despedir-me dele pelo nome."


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