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« Memória Empresarial • ANO XXVIII - Ed. 844 (08/06/2008)

No ritmo do Futuro

O maior desafio para quem recebe como herança a direção de uma empresa moldada de acordo com a estrutura industrial predominante no século XX está em modernizá-la, para dar continuidade a uma trajetória de sucesso já consolidada e com marca registrada. Com o planejamento voltado para o crescimento em longo prazo, não basta apenas incorporar as tecnologias inovadoras em termos de gestão operacional integrada com parcerias para revenda e distribuição. É preciso também estar atento à nova ordem mundial e repensar as estratégias de vendas por meio da visualização de mercados e de formas inéditas de comercializar com valor agregado. Essa é a fase em que se encontra a Pianofatura Paulista, fabricante dos pianos Fritz Dobbert – (www.fritzdobbert.com.br). Célio Bottura Júnior, diretor e um dos herdeiros dessa história que começou artesanalmente em uma pequena oficina no bairro do Canindé e que hoje concentra suas operações em Pirituba, relata com exclusividade como a organização conseguiu sobreviver a todo tipo de adversidade para se tornar, às vésperas de completar 60 anos de atividades, um exemplo de modernização, mesmo fabricando um dos produtos mais tradicionais e representativos do poder aquisitivo da classe média brasileira, bastante afetada pela atual conjuntura econômica.

PARTICIPAÇÃO
"Na virada dos anos 60 para os anos 70, a concorrência foi muito grande entre quatro fábricas de porte localizadas nas regiões Sul e Sudeste do País. Em uma decisão até estranha para a época, a Pianos Brasil resolveu simplesmente parar de fabricar, porque eles haviam vislumbrado um futuro amargo para o produto. Ela se retirou num momento em que o mercado ainda estava bastante aquecido, o que pegou muita gente de surpresa e fez com que os consumidores se voltassem para a Fritz Dobbert, que ganhou esse nome nos anos 70, por causa de um colaborador nosso. Com isso, fomos crescendo e aprimorando-nos. Nessa fase, o mercado ficou dividido entre nós e o outro fornecedor. Como o nosso forte estava em São Paulo, eles atuavam no Sul e no Nordeste, mas nós também fomos buscar esses Estados para garantir uma participação ainda maior."


ATITUDE
"No decorrer de todo esse tempo, tivemos que tomar decisões estratégicas como buscar o mercado de exportação. Preparamos um produto para isso e o consolidamos lá fora. Quando começou o Plano Real, a moeda brasileira já dava sinais de que ganharia muita força, e nós percebemos que seria um momento difícil, porque não tínhamos escala para suportar a demanda. Começamos então a associar-nos a empresas estrangeiras que nos fortaleceram e prepararam-nos para o futuro. Hoje, estamos bem consolidados no mercado de pianos por meio de parcerias com empresas do Japão, da China e da Europa. Nós compramos e revendemos pianos que estão em um patamar muito bom de qualidade. Dessa forma, conseguimos otimizar os custos e programar o crescimento. Fazemos no Brasil o que nos convém, enquanto buscamos lá fora o que é melhor para todos. Essa atitude de perceber a necessidade de se abrir para o mundo aconteceu a partir de 1994 e foi fundamental para a nossa sobrevivência na economia globalizada."


MODERNIDADE
"Uma das funções empreendedoras é sempre ter a percepção do foco, exercendo um pouco de futurologia. Não é fácil, porque algo acontece hoje do outro lado do mundo, mas o efeito é instantâneo, e tivemos que aprender a mudar e ser persistentes em tudo aquilo que fazemos. Nós rompemos um paradigma muito forte em termos de comercialização, passando a vender direto da fábrica ou por meio de representantes, já que os revendedores exclusivos de pianos, praticamente deixaram de existir ou começaram a dividir espaços com outros produtos. Também iniciamos a produção de móveis residenciais de alto padrão com a marca SETTE para diluir os custos e otimizar a mão-de-obra e a matéria-prima de que dispomos. Temos como o maior desafio colocar a fábrica de pianos e a de móveis em uma nova planta atualizada, para que possam ter sinergia usufruindo daquilo que é comum, mas funcionando separadamente com máquinas mais modernas. Esse é o nosso sonho que está perto de se tornar realidade dentro de dois anos."


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