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« Memória Empresarial • ANO XXVIII - Ed. 870 (07/12/2008)

A inventora de soluções

Tropicalizar um produto já conhecido internacionalmente, para fazer uma sondagem das possíveis oportunidades de mercado que, muitas vezes, apenas o consumidor pode atestar e sugerir como forma de negócio, tem levado ao estabelecimento de grandes parcerias de sucesso entre fornecedores e comunidades científicas que buscam sempre aperfeiçoar e adaptar cada invenção a públicos específicos. Quem vem utilizando essa estratégia para consolidar a Airfree Products do Brasil é Tatiana Matiaswww.airfree.com.br, membro de uma família de inventores da qual faz parte o pai, de nacionalidade portuguesa, que criou um aparelho para purificar o ar em razão dos problemas de saúde do próprio filho e o lançou em outros países por causa das dificuldades de empreender no mercado brasileiro. No entanto, nem esse exemplo de conduta nem os conselhos desfavoráveis que recebeu dentro de casa foram suficientes para impedir que Tatiana, nascida e criada no Brasil, deixasse de sonhar em montar e comandar sua empresa, correndo todos os riscos ao trazer o produto inventado e comercializado pela família em outras partes do mundo. Com exclusividade e muito otimismo, ela revela que aprendeu que nada é impossível, além de relatar em pormenores como se tem esforçado para buscar novas soluções e utilidades a partir das próprias observações feitas pelos clientes.

OPORTUNIDADE
"Para ter a minha empresa no Brasil, reuni dados por meio de uma base técnica que eu estava fazendo na faculdade de administração. Além disso, percebi que poderia ser uma boa oportunidade trazer para cá o purificador de ar inventado e comercializado pelo meu pai no exterior. No início dos anos 90, havia sido lançado no mercado nacional um produto concorrente que obteve muito sucesso enquanto estava sozinho. No entanto, esse mesmo produto entrou em declínio absoluto, e consegui identificar os motivos que levaram ao seu desaparecimento total. Em 2003, já estava com o business plan praticamente pronto nas mãos e decidi abrir formalmente a empresa em sociedade com meus irmãos, que participam das operações internacionais da Airfree. Para começar, eu tinha apenas um computador, uma mesa e o ímpeto de empreender. Foi quando iniciei os primeiros contatos para aprender como fazer um negócio funcionar a partir da estaca zero."


APRENDIZADO
"Eu fui atrás de investimentos e acabei encontrando pessoas dispostas a fazer um investimento inicial, porque já estavam convencidos do sucesso do produto lá fora e consegui um capital pequeno, algo em torno de R$ 100 mil. Procurei também os principais fornecedores para que pudéssemos começar o negócio, e foi aí que comecei a entender como fazer uma empresa funcionar sem precisar ter capital antecipado. Fui descobrindo que existem operações de linha de montagem que permitem simplesmente pagar o produto pronto sem precisar comprar todos os componentes. Para criar a minha própria linha de produção, montei as árvores de produtos e subcontratei os serviços de montagem. Durante esse processo, conversei com grandes empreendedores, que me ensinaram muito sobre o mercado de distribuição de eletrodomésticos e sobre como administrar conflitos com os canais de venda."


CRESCIMENTO DIGITAL
"Com o capital inicial, contratamos a primeira linha de produção para ter estoque e fazer toda certificação elétrica. Para isso, contei com o apoio do Proex, que financiou grande parte dos testes em conjunto com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) para fazer o design do produto e todas as adaptações necessárias. Depois de tudo pronto, decidimos crescer digitalmente, porque era a forma mais barata. Já que não tínhamos como investir em uma rede física de distribuição, aproveitamos o boom provocado pela Internet. Desde o início, queríamos ter a nossa própria estrutura de marketing. Por isso, criamos tudo com sofisticação, estabelecendo parcerias científicas. A nossa idéia nunca foi apenas vender o produto, mas sim oferecer soluções, consultoria e acompanhamento de pós-venda. Com base na sugestão dos nossos próprios clientes, vamos lançar em 2009 mais seis categorias inéditas de produto, ou seja, sondamos as possibilidades de mercado por intermédio deles e vamos investir em novas mídias para atingir o varejo."


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