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« Memória Empresarial • ANO XXVIII - Ed. 886 (29/03/2009)

À frente dos negócios

Ser referência nacional em modernização e em atendimento aos clientes em um dos ramos mais tradicionais do mercado requer ousadia, visão estratégica e muita competência empreendedora para quebrar paradigmas convencionados há quase um século, criando novas oportunidades para todos. Reconhecido por introduzir novo conceito no segmento de postos de combustível, Marcelo Alecrim, presidente da ALE Combustíveiswww.ale.com.br –, vem conquistando espaço cada vez maior por meio de parcerias inéditas que renderam a ele vários prêmios de relevância no campo do empreendedorismo, inclusive destaque com detalhes na Universidade de Harvard. Nascido e criado no Rio Grande do Norte, ele começou a interessar-se pelo posto do pai aos 12 anos de idade, brincando de abastecer veículos, sempre à frente de uma bomba de gasolina. Depois de completar os estudos, assumiu a gestão do negócio e, cinco anos depois, após tornar-se o maior revendedor da Esso no seu estado, penhorou todos os bens da empresa com o objetivo de obter financiamento para comprar uma carga de combustível transportada por navio e fundar a primeira distribuidora regional de combustíveis no Nordeste. Em depoimento exclusivo, ele relata essa trajetória de sucesso pelo sertão afora, além de destacar os momentos mais importantes.

ESTILO REGIONAL
"Para montar uma empresa de distribuição de combustível visando competir com as gigantes multinacionais do ramo, fui buscar ajuda junto a um mercado que já freqüentava há vários anos, indo atrás de executivos para conhecer melhor a atuação deles na prática e aproveitando a oportunidade para contar qual era a minha idéia e a minha expectativa de expansão. Eles logo vieram trabalhar comigo, uma vez que depositaram confiança nesse sonho novo de criar um empreendimento que teria tudo aquilo que uma grande empresa poderia ter em termos de honestidade, auditoria, tecnologia, mas sem perder a agilidade de buscar o estilo regional, que era atender os pequenos e os médios revendedores do Nordeste. A estratégia do regionalismo funcionou, porque o interior estava muito abandonado, uma vez que as grandes distribuidoras de combustível dentro e fora do Brasil estavam mais preocupadas com a demanda das grandes capitais."


VISIBILIDADE
"Em seis anos, nós já estávamos posicionados como uma das maiores empresas do Nordeste, presente nos nove estados da região e também no Pará. Como montar tudo isso demanda muito capital de giro, tivemos que auditar os balanços com dois anos de existência para que os bancos acreditassem que os números eram confiáveis. Em razão dessa visibilidade, fomos procurados em 2002 por um fundo de investimentos norte-americano ligado a um banco espanhol do qual eu era cliente. Eles afirmaram que eu não precisava mais me arriscar tanto, pois poderia vender uma parte da empresa e sair com um nome fortalecido para poder dar saltos maiores. A idéia era continuar com o mesmo foco no regionalismo, só que em maior escala e sem perder a agilidade de uma pequena empresa. Depois de dois anos de negociações, nós encontramos um ponto de equilíbrio. Dessa forma, continuei sendo o diretor e sócio majoritário com 64% das ações, enquanto o fundo de investimentos assumiu o restante."


FUSÃO
"Após a abertura do capital, decidimos fazer uma fusão com um grupo tradicional mineiro de 75 anos que vendeu um dos ativos para um grupo francês e investiu na marca ALE no segmento de distribuição de combustíveis, montando uma base na região Sudeste e em Goiânia. A intenção inicial era que entrássemos na base deles, mas, depois de quatro meses, o presidente do conselho interessou-se em saber como era a nossa parceria com o fundo norte-americano. Foi quando propus a quebra de um tabu de duas empresas regionais juntarem-se para ganhar status em nível nacional. Estudamos as possibilidades de juntarmo-nos e fizemos isso com muito profissionalismo, buscando a ajuda de uma empresa de consultoria especializada. Determinamos o papel do presidente, dos diretores e anunciamos o fechamento do acordo em 2006. Hoje, somos uma empresa com sentimentos, com ouvidoria e governança corporativa, preocupada com a gestão socioambiental e com treinamento constante para atender nossos clientes de forma diferenciada, de acordo com as diversidades regionais brasileiras."


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