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« Memória Empresarial • ANO XXVIII - Ed. 887 (05/04/2009)

O executivo que faz diferença

Longe de ser apenas mais uma figura de destaque no organograma das grandes corporações, os executivos de hoje precisam atender as exigências de um mercado cada vez mais veloz, que exige deles a renovação constante em termos de aquisição de conhecimento e de visão estratégica. Tudo isso para garantir uma atuação empreendedora na tomada de decisões que vão fazer a diferença nos rumos das organizações para as quais trabalham. Ao contrário da maioria dos profissionais da área de tecnologia que atuam como executivos em diversas empresas multinacionais para depois abrir seu próprio negócio neste segmento, Carlos Andre, diretor geral para a América Latina da Informatica Corporationwww.informatica.com/br –, fez o caminho inverso. Ao sair da faculdade na década de 80, como tecnólogo da PUC do Rio de Janeiro, juntou-se a dois sócios para montar uma empresa na área de desenvolvimento e de implementação de sistemas de contabilidade. Depois de trabalhar exaustivamente, decidiu viver a experiência de ser empregado e, para isso, foi buscar capacitação fora do Brasil. Ao retornar, assumiu cargos de chefia em empresas renomadas, com a mesma dedicação do empresário que havia aprendido a ser. Em depoimento exclusivo, Carlos Andre relata sua história pessoal com entusiasmo, mostrando a importância de os executivos atuais prepararem-se para vislumbrar as tendências mercadológicas e as novas formas de atuação.

VOCAÇÃO
"No meu caso, aconteceu uma mistura de facilidade com oportunidade. É preciso ter algum talento, ou seja, uma vocação para um segmento e tentar descobrir as possibilidades de mercado que ele oferece em termos de negócio. Acredito que consegui juntar esses dois fatores, além de entender qual era a minha vocação e as minhas limitações dentro da profissão que escolhi. Para isso, fui morar nos Estados Unidos durante nove meses, onde fiz cursos na área de tecnologia, e voltei com uma carta de referência da Novell para os distribuidores dois dias depois de o Plano Collor ser anunciado. Mesmo com toda aquela turbulência econômica, a empresa me contratou e, após três meses, assumi a direção da rede desse distribuidor. Dois anos depois, a Novell veio para o Brasil e o responsável pela América Latina, que já tinha me conhecido lá fora, convidou-me para ser o Country Manager da Novell no Brasil."


CONHECIMENTO
"Na época em que eu trabalhava na área de vendas e marketing da Oracle, convivi com pessoas que trabalhavam sob a minha supervisão, mas que não conseguiam crescer junto com a empresa, e decidi não ser uma delas. Aproveitei um dos meus períodos de férias e fui para a Universidade de Columbia, também nos Estados Unidos, fazer um curso de um mês. Depois fui para Harvard fazer um curso sobre finanças e, quando voltei, fiz um MBA na USP à noite e durante os finais de semana. Esta busca pelo conhecimento foi fundamental para que eu criasse um conceito inédito chamado Country Management Service como prestador de serviço. Em vez de ficar esperando um convite, fiz quinze reuniões com empresas nos Estados Unidos para ofertar dois produtos: o mercado o brasileiro e o meu serviço como diferencial. No final de 2005, um cliente em potencial era a Informatica Corporation, mas um dos responsáveis pela empresa convenceu-me a ser contratado como executivo para a América Latina."


EMPRESA PESSOAL
"Outra lição que aprendi durante a minha carreira é ser tático, quer dizer, não perder a noção do real, estar presente nas horas certas, sair do tático e voltar para o estratégico, pensar se estamos indo para o caminho certo e como executar isso a curto e médio prazos. Fui agregando este aprendizado ao campo da tecnologia, identificando o tamanho do mercado em nível mundial. Quando fizemos uma análise da América Latina, percebi que poderíamos faturar até US$ 400 milhões. Durante todo esse tempo em que estou empregado, sempre me encarei como uma empresa. Já fui uma empresa como uma entidade jurídica e depois me tornei uma empresa pessoal, mas nunca deixei de empreender. Isso significa identificar aquilo que eu sei fazer, saber qual o mercado a ser conquistado, evoluir com os produtos e entender que eles precisam de clientes, que têm que estar satisfeitos o tempo todo. Quem se encara dessa forma sempre será uma empresa."


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