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« Memória Empresarial • ANO XXVIII - Ed. 901 (12/07/2009)

Sócios em Potencial

A conjuntura do mercado atual faz com que os pequenos empresários deixem cada vez mais de serem considerados como aventureiros, pois exige daqueles que querem investir no empreendedorismo como uma proposta de realização pessoal e profissional, um planejamento digno e cuidadoso para formatar o próprio negócio, cercando-se de sócios em potencial. Foi que fez Walter Luciano Portal Uvo, formado em Sistemas de Informação, diretor geral e um dos fundadores da FocusMind Tecnologia em Segurançawww.focusmind.com.br – empresa especializada em segurança eletrônica. Depois de atuar durante uma década como funcionário e também como sócio de uma grande empresa de prestação de serviços nesse segmento de tecnologia, estabelecendo vários contatos com pessoas e dirigentes empresariais, ele montou um plano para empreender e promoveu uma rodada de negócios em um hotel com dez integrantes que tinham o perfil para desenvolver o trabalho em conjunto, cada um trazendo uma contribuição diferente como peças de um quebra-cabeça. Com exclusividade, Uvo relata em detalhes essa experiência que acabou resultando na consolidação da empresa que teve início no final de 2005.

ESTRUTURA MÍNIMA
"A Focus Mind não existiria se eu não a tivesse concebido da forma como foi, com 10 sócios no início. No começo, pensei que iria começar do zero com dois ou três clientes, fazendo um trabalho de formiguinha. Só que para abrir uma empresa de segurança eletrônica, é necessário ter uma estrutura mínima para atender aproximadamente de 600 a 800 pontos de alarme, com central 24 horas. Isso tudo requer um investimento alto, já que a empresa tem que nascer com um certo número de clientes para manter esse custo fixo. Desse grupo de dez sócios, cinco deles eram donos de empresas de terceirização e cada uma delas tinha de 100 a 150 clientes. Eu expus a idéia individualmente em conversas informais e assinamos um termo de confidencialidade com todos os membros. Em cima disso, montei um business plan e marquei uma reunião na qual discutimos o projeto. A partir dali, iniciamos o negócio com sete sócios que realmente acreditaram no projeto e hoje somos apenas três."


QUALIDADE
"No segmento de segurança eletrônica, quando uma empresa consegue oferecer um serviço muito bom, um atendimento diferenciado e um suporte técnico de confiança, o cliente começa a perceber o valor total daquilo que está adquirindo. Apesar de já existirem diversas empresas grandes nesse setor, com cerca de 30 mil clientes, poucas conseguiram prestar um serviço realmente qualificado, e foi a partir dessa constatação que buscamos o foco empreendedor. Cada vez mais os clientes conhecem outras tecnologias e produtos e, dessa forma, vão aprendendo o que significa qualidade no serviço de segurança eletrônica, conseguindo avaliar bem esse item. Hoje em dia, qualquer estabelecimento comercial ou residencial está aderindo a esse tipo de solução, o que faz com que tenhamos sempre novos projetos e novos clientes. Toda empresa é feita de processos e de pessoas. Ela pode ter tecnologia, mas se não tiver procedimentos bem formalizados, consolidados e objetivos para que todos façam parte desse trabalho, acaba se perdendo no tempo."


APRENDIZADO
"No começo de 2008, nós decidimos entrar no segmento de rastreamento veicular criando um produto nosso sem conhecer o mercado e a tecnologia necessária para isso. A prática nos mostrou que isso foi um erro estratégico, pois deveríamos ter procurado um produto já existente e ter validado isso com um parceiro sólido ou com um fabricante consolidado. Hoje, aprendemos a buscar um produto de mercado para poder atender às demandas emergentes que surgiram ao longo do processo de rastreamento veicular e de tudo aquilo que surge como projeto novo. Nosso principal objetivo atual é estruturar um departamento dentro da empresa para atender aos órgãos públicos e trabalhar com licitação, uma vez que o governo é um grande patrocinador da tecnologia. Para o segundo semestre deste ano, pretendemos ingressar no monitoramento de frotas de ônibus, porque ainda não existe uma central de monitoramento online, em tempo real, de transportes públicos e privados."


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