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« Memória Empresarial • ANO XXVIII - Ed. 907 (23/08/2009)

Ver e ouvir o setor de serviços

Representando atualmente 67 por cento do Produto Interno Bruto brasileiro, o setor de serviços foi o penúltimo a organizar-se em Confederação, ao final do ano passado. Alguns de seus segmentos já estavam desmembrados, como transportes, em 1963, instituições financeiras, em 1985, saúde, em 1994, e turismo, em janeiro deste ano. A organização sindical patronal das chamadas “três grandes” – Confederações Nacionais da Indústria, do Comércio e da Agricultura – data das décadas de 30 e 40, embora a CNA tenha sido reconhecida, oficialmente, só em 30 de janeiro de 1964. Em dezembro de 2008, foi aprovada pelo Ministério do Trabalho a Confederação Nacional de Serviços - www.cnservicos.org.br -, agregando a área de informática ao setor, antes muito disperso, bem como numerosas atividades, que não tinham representação específica em nível nacional. A essa missão de associativismo é que se dedicou o empresário da área de informática, Luigi Nese, presidente da CNS, que, sempre mantendo em paralelo a atividade empreendedora, criou há cerca de 30 anos a Associação das Empresas de Processamento de Dados, a primeira entidade em nível nacional do segmento. Em entrevista exclusiva, ele relata essa trajetória de lutas pela conquista do reconhecimento do setor.

ANTIGA ASPIRAÇÃO
“A evolução começou com os setores de informática, de limpeza, de segurança, entre outras atividades, que foram se agregando em sindicatos representativos. A maioria estava incluída no comércio, como outras atividades não especificamente representadas individualmente. Com o crescimento mundial do setor de serviços, evidentemente tornou-se mais intensa a necessidade de maior representatividade dentro das próprias entidades do comércio. Participei da Federação do Comércio do Estado de SP durante 12 anos e lá participamos do departamento de serviços, que presidi por algum tempo. O setor engloba milhares de segmentos, porém muitos hoje compõem grandes grupos, vamos dizer assim: saúde, que tem a sua Confederação Nacional; a Confederação Nacional de Transportes; a Confederação Nacional das Entidades Financeiras, que também é segmento do setor; e, recentemente, mais duas entidades, a Confederação Nacional de Serviços, recém-criada por nós, e a de Turismo, que agregam as outras atividades não incluídas”.


REPRESENTATIVIDADE
“Há 15 anos criamos a primeira Federação de Serviços, que saiu da Federação do Comércio do Estado de São Paulo para tornar-se representação especifica, como dispõe a legislação. A CLT permite desmembrar a atividade econômica de uma federação ou de um sindicato, dependendo da evolução da representatividade dessas categorias. Primeiro, tem-se de criar a federação com pelo menos cinco sindicatos, depois, entra-se com pedido de registro junto ao Ministério do Trabalho, que decide se há ou não conflito de representação antes de autorizar o registro. Vimos então trabalhando para ter uma confederação e fomos agregando-nos com outras federações que estavam sendo criadas também na época e decidimos apresentar posteriormente o nosso pleito ao Ministério do Trabalho, isso no começo do atual governo. Em dezembro de 2008, o Ministério concedeu-nos o registro, de acordo com a legislação e a legalidade e conforme a estrutura sindical. A minha eleição para presidente do CODEFAT – Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador, acima de tudo significa o reconhecimento da importância econômica e social do setor”.


DESONERAR O TRABALHO
“Nossa principal bandeira é desonerar o trabalho, porque a mão-de-obra representa de 50 a 80% dos nossos custos e isso não é levado em conta quando se faz política oficial. Não podemos mais suportar tais ônus porque até inibem a competitividade internacional dos nossos negócios. O Poder Público nunca reconheceu a importância do setor de serviços, que não recebe a devida atenção; financiamento não existe para nós, qual é o segmento de serviços que é financiado? Nosso ativo maior são os contratos de prestação de serviços, porém não têm valor como garantia e não se consegue créditos com eles; não temos duplicata para descontar; terminamos o contrato e só então podemos emitir a Nota Fiscal e não se pode parcelar aquele serviço, porque você tem que pagar a folha. Em suma, é importante salientar que o setor de serviços agora tem de ser visto com outros olhos e também mais ouvido”.


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