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« Memória Empresarial • ANO XXVIII - Ed. 908 (30/08/2009)

O poder da coragem

Por mais elaborado e detalhado que seja um plano de negócio, bem como os recursos disponíveis e a capacitação gerencial de um candidato a empresário, nada substitui a coragem como o principal agente propulsor das iniciativas empreendedoras que nascem a partir dessa determinação de lutar e de vencer todas as adversidades, independentemente dos riscos envolvidos nesse processo de tentativa de inserção no mercado. Uma das pessoas mais habilitadas para falar sobre essa ferramenta tão poderosa é a arquiteta Mari Gradilone, diretora do grupo Virtual Office (www.virtualoffice.com.br) um dos pioneiros a introduzir o conceito de escritórios compartilhados no Brasil. Depois de trabalhar durante 20 anos na sua área de formação, ela e o marido, Vitor, um executivo de grande porte que ficou doente, se viram sem emprego no início dos anos 90, sendo obrigados a cortar os gastos da família da noite para o dia. Com o dinheiro do seguro de vida que demorou dois anos para ser liberado, eles conseguiram fazer com que a prefeitura acreditasse nesse novo segmento de escritórios compartilhados, uma tendência observada por Vitor em suas viagens a trabalho para os Estados Unidos e para a Europa. Em depoimento exclusivo e usando de muita franqueza, ela revela como enfrentou o medo de não dar certo e de que forma agregou aspectos inovadores à idéia inicial que fazem hoje toda a diferença.

HOTEL DE EMPRESAS
"Foi uma aposta nossa de que o brasileiro se interessaria por um modelo mais econômico de gestão por meio de um negócio que ainda não existia por aqui. Como nos países mais desenvolvidos esse conceito foi implementado há 40 anos, nós vislumbramos uma boa oportunidade para introduzir essa cultura no Brasil a partir de 1994. Tivemos que ter muita coragem para não desistir diante das dificuldades dos três primeiros anos, porque as pessoas demoraram para entender a nossa proposta que, na verdade, trata-se de uma prestação de serviços muito útil no sentido de possibilitar que todos os empreendedores ou profissionais autônomos possam ter um endereço empresarial com atendimento telefônico e estrutura física a um preço bastante reduzido. A idéia básica, portanto, era introduzir o conceito de que não era mais necessário cada um ter o seu próprio escritório, uma vez que era possível e viável compartilhar esses gastos com outras pessoas e pagar menos por isso, ou seja, somente pelo tempo utilizado."


PIONEIRISMO
"Optamos por começar em Alphaville, porque houve um número grande de clientes que migraram para lá e depois começamos a montar as unidades em São Paulo e no Rio de Janeiro. Nós procuramos as prefeituras de vários municípios e lutamos muito para conseguir conversar com cada prefeito. Foi a primeira vez que alguém procurou a prefeitura com o objetivo de tentar convencer o poder municipal, tanto que hoje já existem leis para os escritórios virtuais que foram homologadas pelos prefeitos em parceria com o Virtual Office. Nós propusemos que, em vez de eles terem que fiscalizar cada um dos escritórios da cidade, poderiam concentrar esses esforços conosco e centralizá-los em um único lugar. Dessa forma, estabeleceriam as regras de funcionamento em termos de padronização de espaço, de horário e de atendimento ao público. Com isso, surgiu a idéia das empresas utilizarem o escritório virtual."


SOCIEDADE
"Nós fomos aprimorando o negócio de acordo com as necessidades do mercado que fomos descobrindo do ponto de vista fiscal, tributário, administrativo e contábil. Hoje, 80% dos nossos clientes vêm pela Internet e como a maioria está ou estava acostumada a trabalhar em grandes corporações, tem que entender que vai compartilhar espaços e se relacionar com outras pessoas como se fosse um condomínio. Somos os únicos do Brasil a oferecer também o serviço de contabilidade própria aos nossos clientes, e, para isso, temos uma sócia na área contábil, além de mim e do meu marido no comando. Conseguimos ponderar muito bem os nossos papéis, pois sou a responsável pela parte financeira, enquanto ele é o visionário da empresa, aquele que está sempre em busca de novas soluções e de parcerias."


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