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« Memória Empresarial • ANO XXVIII - Ed. 919 (06/06/2010)

Empreendedor de oportunidades

Francisco Deusmar de Queirós já havia alcançado pleno sucesso com os negócios no mercado financeiro, no Ceará, em 1981, quando surgiu a oportunidade de entrar no ramo de farmácia. Ousado, e mesmo desconhecendo o setor, pensou logo na implantação de uma rede, com grande volume de vendas, que lhe possibilitasse o acesso direto aos grandes laboratórios fornecedores e o ganho de vantagens como maiores descontos e prazos de pagamento. Surgiu assim a Empreendimentos Pague Menoswww.paguemenos.com.br – que em pouco tempo contava com cinco lojas no próprio Estado. Em 1993, em franca expansão, o grupo encara a primeira experiência fora do Ceará e aporta no Rio Grande do Norte. O exemplo de Deusmar como empresário é incomum: dispondo de recursos suficientes, não necessitou embarcar num desafio comercial para consolidar a posição no mercado; de fato, sua atuação é de um verdadeiro "empreendedor de oportunidades". Em depoimento exclusivo, ele narra a trajetória desde a infância pobre, quando vendia frutas e doces para ajudar no custeio dos estudos, até os primeiros empregos e a montagem da Bolsa de Valores do Ceará, que se tornou Bolsa de Valores Regional.

CAMINHO INVERSO
"Normalmente o sulista domina um determinado mercado e vai para o Nordeste expandir ainda mais sua participação. Ao contrário, fizemos o caminho inverso: primeiro tivemos sucesso no Nordeste, depois no Norte, chegamos em São Paulo em 2002, alcançamos Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Minas Gerais e estamos em todo o País. Permanecemos de início em nossa região, mas buscamos fora idéias e iniciativas relevantes para desenvolver o nicho detectado. Visamos o tratamento diferenciado no sentido de dar mais atenção ao cliente, procurando vê-lo não apenas como quem vai entrar na loja e apenas nos dar lucro. Quero estabelecer uma parceria para ele voltar sempre, uma parceria no consumo, de modo que quando ele entrar e for bem atendido terei certeza de que voltará. E temos tido sucesso nisso. Os nossos 9.500 funcionários têm consciência de que quem paga o salário deles não sou eu é o cliente..."


ANTECIPANDO O FUTURO
"Estive nos EUA na década de 80 e conheci as drugstores que vendem 30 mil ítens, enquanto o Brasil tinha e ainda tem uma legislação totalmente ultrapassada de 1973 que é a Lei nº 5.991 que restringe as farmácias à venda de medicamentos, higiene e beleza. Nunca aceitei isso e em 89 resolvi vender sorvete, refrigerante e chocolate, segundo o conceito de one stop shopper, com resultados realmente muito interessantes nesse aspecto da loja de conveniência. Quer dizer, em uma parada compra-se tudo, então essa é a vantagem da conveniência. Inovação, eis o único ponto que não muda na empresa, isto é, o desafio de mudar todos os dias; temos que estar inovando e criando. Fomos também a primeira loja 24 horas sem porta. Em 89, doze anos antes de o Banco Central autorizar a implantação do correspondente bancário, nós já começávamos a receber contas de água, luz, telefone, condomínio, colégio etc. Com o objetivo de desafogar as agências bancárias, a medida foi estendida em 2001 às padarias, supermercados, a partir do trabalho que fazíamos".


PILARES MESTRES
"Nossa filosofia básica é lucrar. Acho que todo negócio tem de dar lucro; mais do que isso, tem de gerar valor por intermédio de salários e impostos, além de se pensar na sua perpetuação. Então, visando ganhar dinheiro e gerar riquezas, definimos três pilares-mestres para alicerçar o nosso trabalho: conveniência, inovação e cidadania. É importante que o sucesso tenha bases sólidas as quais não se resumem apenas em dinheiro não, mas sobretudo conhecimento – um patrimônio de valor incalculável. E não existe empresa de um homem só; contamos com uma equipe de líderes, pessoas em quem investimos em formação profissional, treinamento e viagem de estudos, em suma, em conhecimento. Os produtos comercializados são os mesmos em qualquer farmácia, a diferença está nos nossos lideres: hoje 70% dos gerentes da Pague Menos têm curso superior, enquanto até a década de 90 e ainda hoje no País são pouquissimas as farmácias em que o gerente tem o segundo grau completo".


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