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« Memória Empresarial • ANO XXVIII - Ed. 927 (26/02/2012)

Cultura da cópia

Com relação ao mercado, o segmento de reprografia ou de copiadoras no Brasil registrou um crescimento em torno de 15% em 2011, mesmo com todas as dificuldades que o setor enfrenta. A previsão é de um aquecimento ainda maior e contínuo, pois em um país com dimensão continental, qualquer ramo de atividade apresenta defasagem em termos de demanda. Mesmo assim, os empreendedores do ramo, sendo 97% formado por pequenas e microempresas, ainda não encontraram o ponto certo de articulação no que se refere à capacitação tecnológica e ao gerenciamento empresarial. Fornecer esse apoio fundamental para todos é, atualmente, a grande preocupação do Sindicato Nacional das Empresas de Reprografia e Serviços Auxiliares (SINARA), que trabalha em cima do tripé tecnologia, gestão e mercado, com o objetivo de representatividade em nível nacional, tendo em vista o desafio de modernizar e propor novas formas de oferecer serviços que agregam valor e asseguram a sobrevivência. Quem explica os detalhes dessa iniciativa é Mario Frassati, diretor executivo do SINARA e da Associação Brasileira das Empresas de Reprografia (ABER) - www.aber.com.br. Com exclusividade, ele destaca em tom de alerta a necessidade de uma conscientização maior dos empresários representados pela entidade sobre o esforço conjunto e a busca permanente de informações, em razão das próprias características de sinergia do negócio.

EVOLUÇÃO
"Em 1954, quando a Aber foi criada, a realidade era muito diferente. Naquela época, os fundadores da entidade trabalhavam com cópias mimiograficas, heliográficas e fotocópias em negativo, que permaneceram até a década de 1970, quando a revolução da tecnologia xérox chegou ao Brasil e criou a cultura da cópia, abrindo o mercado de copiadoras em todo o território nacional. De lá para cá, a evolução maior aconteceu com a cópia colorida, que chegou em 1990. A partir disso e com a abertura de mercado, conseguimos adquirir equipamentos mais modernos de diversos fornecedores. Buscamos sempre defender os interesses desse segmento e, por meio de ações de como comprar e vender melhor, avaliamos que tipos de esforços em conjunto podem ser feitos para vender mais por meio do associativismo. Nesse sentido, a gestão e a tecnologia acompanham diretamente, porque temos que estar sempre em dia com as novidades do momento."

SINERGIA
"Hoje, o empresário mesmo pequeno, que funciona com duas ou três máquinas de copiar, consegue trabalhar. Só que ele não pode viver de tirar cópia, e é isso que procuramos ensinar nos nossos treinamentos. Esse pessoal não pode sobreviver, porque senão fica um canibalismo que acaba matando muitas empresas. Por isso, a nossa intenção é ver o que de fato existe em termos de potencialidade do ponto de vendas para que seja possível diversificar, seja colocando uma máquina de plastificar, seja criando outros serviços, como encadernação, preenchimento de cartucho de impressora, entre outras tantas possibilidades. Se a empresa estiver em um estágio maior, já temos outras soluções, como incentivá-la a buscar outros nichos de mercado para ter uma rentabilidade melhor. No caso da terceirização, o empresário do setor coloca as máquinas dentro de uma empresa ou a própria empresa acaba comprando o equipamento e deixando esse trabalho por conta dele."

NICHO CORPORATIVO
"Além dessas saídas que já são comuns, apareceu também a digitalização. Todas as empresas precisam guardar documentos e não possuem mais lugar para colocar papel. A proposta é passar a fazer a digitalização, esse é o primeiro passo da gestão de documentos. Então, nós estamos ensinando e preparando o treinamento de vários empresários para conhecer muito bem esses serviços. Eles vão ter um software para passar a prestar esse serviço diferenciado e podem vir até nós, se houver um espaço a mais, ou seja, um estabelecimento que permita até armazenar em arquivos os próprios documentos do cliente que ainda são exigidos por um certo tempo ou mesmo pela vida toda. Nós somos um sindicato filiado à Federação de Serviços do Estado de São Paulo (FESESP), porque acreditamos que essa é a única forma de fazermos o caminho correto de reivindicação, de apoio e de suporte."


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